Vai ser mais difícil comprar casa: BdP reduz taxa de esforço

Vai ser mais difícil comprar casa: BdP reduz taxa de esforço

Comprar uma casa pode ficar mais difícil nos próximos meses, já que o Banco de Portugal (BdP) vai reduzir para 45% a taxa de esforço máxima no crédito imobiliário. Atualmente, esse valor está em 50%. A notícia, cabe destacar, é avançada pelo Jornal de Negócios, esta quarta-feira, dando conta que o novo teto já está a ser comunicado pelo supervisor da banca ao setor. O jornal Expresso também já havia noticiado a intenção do BdP de apertar as regras no acesso ao crédito imobiliário. Na prática, isso significa que o BdP pretende reduzir o valor máximo que uma família pode gastar por mês em empréstimos, o que acabará limitando a compra de uma casa para muitos. Atualmente, cabe ressaltar, a taxa de esforço pode chegar a 50%, o que significa que uma família pode gastar até metade de sua renda, por mês, no pagamento de uma prestação de crédito imobiliário, de autoatendimento ou de outros empréstimos. O Banco de Portugal quer reduzir a taxa de esforço máxima no crédito imobiliário, na tentativa de travar o aumento do endividamento das famílias. As novas regras devem avançar até o início deste verão. Notícias ao Minuto | 10:15 – 15/05/2026 Maior valor de todos os tempos: Crédito ao consumidor aumenta para 944 milhões Os consumidores contrataram em março 944 milhões de euros em crédito ao consumidor, valor mais alto de todos os tempos e 24,1% a mais que há um ano, enquanto o número de contratos subiu 11,3% para 161.983, divulgou o BdP no início do mês. As informações divulgadas sobre a contratação de crédito ao consumidor consideram crédito pessoal, crédito automóvel e crédito renovável, que inclui cartões de crédito, facilidades de cheque especial e linhas de crédito. No último mês do primeiro trimestre, foram contratados, portanto, R$ 944,0 milhões em 161.983 contratos de crédito a consumidores, em uma alta de R$ 175,2 milhões em relação a fevereiro, quando foram feitos mais 27.153 contratos. Esse é o maior valor desde o início da série, em 2013, tanto para o número quanto para o montante de novos créditos, superando o agora segundo maior valor, alcançado em outubro de 2025 (R$ 853,1 milhões em 157.216 contratos). Em março, o crédito renovável totalizou 79.470 novos contratos de crédito, tendo sido a mais expressiva nessa métrica, tendo acumulado R$ 133,3 milhões. O montante de novos créditos teve uma taxa de variação anual do valor acumulado (TVHA) de 11,8%. Segundo o BdP, esse indicador, que permite analisar o dinamismo da contratação de novo crédito, excluindo efeitos sazonais, atingiu 14,6% no crédito pessoal e para 3,8% no crédito renovável e para 12,1% no crédito automóvel. No caso do crédito auto, foram assinados 22.362 contratos, num montante de 360,7 milhões de euros, que compara com 18.031 contratos e 287,6 milhões de euros no mesmo mês do ano passado. No crédito pessoal, houve a contratação de 13.886 contratos a mais em março deste ano que no mesmo mês de 2025, enquanto o valor contratado subiu R$ 85,6 milhões, para R$ 450 milhões no mesmo período. Leia Também: BdP quer regras mais rígidas no acesso ao crédito imobiliário: Como?

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