Venâncio Mondlane Regressa a Maputo e Celebra Legalização do
a d v e r t i s e m e n t
O político Venâncio Mondlane regressou esta segunda-feira, 18 de Agosto, a Maputo, onde foi recebido por dezenas de apoiantes no Aeroporto Internacional, em clima de festa, após a formalização do seu partido Anamola. O momento, no entanto, ficou marcado pela actuação da polícia, que disparou tiros de advertência e lançou gás lacrimogéneo para conter os populares que tentavam aceder ao recinto, informou a agência Lusa.
“Que fique bem claro, nós estamos pela paz”, afirmou o político aos jornalistas, à saída do aeroporto, empunhando a bandeira do seu partido e saudado por militantes que celebravam a oficialização da formação política, reconhecida pelo Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos no passado dia 15 de Agosto.
O líder do recém-legalizado partido afirmou estar disponível para uma “frente comum” da oposição e já definiu como meta as eleições autárquicas de 2028, declarando que “com o Anamola, os municípios todos vamos limpar.”
No exterior do aeroporto, às 15h45 locais, agentes da Unidade de Intervenção Rápida efectuaram vários disparos, numa aparente tentativa de dispersar os apoiantes de Venâncio Mondlane, chegando a condicionar acessos à infra-estrutura. Após a saída da comitiva, já fora do recinto, registaram-se novos disparos, confirmou a imprensa no local.
O político, que foi candidato da Renamo à autarquia de Maputo em 2023, nunca reconheceu a vitória do candidato da Frelimo, partido no poder desde 1975. Posteriormente, apresentou-se como candidato presidencial nas eleições gerais de 9 de Outubro de 2024, contestando os resultados que deram vitória a Daniel Chapo.
O período pós-eleitoral ficou marcado por forte agitação social, com manifestações e paralisações convocadas por Venâncio Mondlane. Segundo organizações da sociedade civil, cerca de 400 pessoas morreram em confrontos com a polícia, até ao cessar das hostilidades, após dois encontros entre o político e Daniel Chapo, que visaram pacificar o País.
Inicialmente, o partido de Venâncio Mondlane tinha sido apresentado com a sigla Anamalala (Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo), expressão em língua macua que significa “vai acabar” ou “acabou”. Contudo, o Governo considerou que a designação tinha “um significado linguístico” e pediu a alteração, o que levou o político a optar por Anamola, mantendo o mesmo acrónimo expandido.a d v e r t i s e m e n t



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