“Veremos”. Ministra admite pedir indenização à Espanha pelo

Energia nuclear? "Não faz sentido" em Portugal, defende

A ministra do Ambiente, Maria da Graça Carvalho, admitiu, nesta quarta-feira, que Portugal poderá pedir indenização à Espanha por causa do apagão ibérico, que aconteceu há um ano. “Vamos aguardar a decisão da ERSE. Não queremos comentar antes que o regulador se pronuncie. O primeiro passo foi a ENTSO-E (Rede Europeia de Operadores de Redes de Transporte de eletricidade), agora é a vez do regulador, que terá que decidir se considera o apagão um evento excepcional ou não, e logo veremos”, disse a ministra do Ambiente em declarações ao jornal espanhol El Mundo. A governante mostrou-se ainda satisfeita porque o relatório da ENTSO-E indica que “houve problemas técnicos numa zona da Andaluzia e que estes se propagaram a Portugal”. Recorde-se que a ERSE remeteu para breve a decisão sobre a classificação do apagão ibérico de 28 de abril de 2025, que pode ter impacto na atribuição de compensações automáticas aos consumidores. Os operadores de rede nacionais solicitaram a tempo a classificação do incidente como evento excepcional, cabendo a eles fundamentar o pedido, acrescentou a entidade liderada por Pedro Verdelho. A classificação do incidente pode ter impacto na eventual atribuição de compensações automáticas aos consumidores, previstas no Regulamento da Qualidade de Serviço quando forem ultrapassados ​​limites relativos ao número ou à duração das interrupções no fornecimento de eletricidade. A ERSE remete para breve a decisão sobre a classificação do apagão ibérico de 28 de abril de 2025, que pode ter impacto na atribuição de compensações automáticas aos consumidores. Lusa | 08:29 – 28/04/2026 “Problemas nunca estiveram em Portugal” Um ano depois do apagão ibérico, especialistas ouvidos pela Lusa sublinham que Portugal respondeu rapidamente, mas defendem que prevenir incidentes semelhantes exige coordenação ibérica e medidas sobretudo na Espanha. relatório final de especialistas europeus (ENTSO-E) concluiu que o incidente resultou de uma combinação de fatores técnicos, incluindo limites de tensão diferenciados, baixa carga nas linhas, falhas em sistemas de proteção e inadequações no controle dinâmico de tensão, afastando uma relação direta entre apagão e produção renovável. Para o ex-presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e professor do ISEG Vítor Santos, o documento europeu sustenta de forma sólida a explicação técnica do incidente. “O relatório foi elaborado por um grupo de especialistas independentes e de excepcional competência que utilizaram metodologias de análise e avaliação adequadas e que foram tão longe quanto seria possível na coleta das informações”, disse. Ainda assim, ele considera que o apagão não revelou apenas um problema de operação de rede. “É preciso dizer claramente que o apagão teve sua origem na Espanha e resulta de insuficiências nos três níveis que você menciona”, disse, em referência aos planos técnico, regulatório e de incentivos. Quanto às medidas adotadas em Portugal, o diretor do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) foi enfático: “Os problemas nunca estiveram em Portugal”. Segundo o especialista, Portugal adotou cedo medidas de apoio ao controle de tensão em cenários de forte integração de renováveis, incluindo a contribuição das centrais solares para apoio à rede. Leia Também: Apagão: Votação do relatório do grupo do parlamento é adiada para 6 de maio

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