Leitão Amaro: Não será Governo “a fechar porta ao diálogo”

Na coletiva após a reunião do Conselho de Ministros, António Leitão Amaro apresentou as medidas aprovadas hoje na área de habitação como “reformas importantíssimas” e foi questionado se esse sublinhado era uma resposta às críticas do ex-primeiro-ministro Pedro Passos Coelho de falta de reformismo, mas não respondeu diretamente. “Quando nos perguntam se estamos reformando, nós respondemos dizendo em que estamos reformando: redução de impostos, mudança na lei de imigração, aumentando a oferta da moradia, construindo a moradia popular, acelerando o mercado de aluguel, reforma trabalhista e poderíamos continuar por aí. Por isso, estamos sim reformando”, assegurou. O ministro também foi questionado sobre a reunião da próxima segunda-feira entre os parceiros sociais e se o Governo admitia incluir a CGTP no encontro, como foi pedido por esta central. “A CGTP tem tido ao longo do seu tempo e da sua prática comportamentos concludentes. Acho que não preciso ser eu a comentar e concluir, é demasiado flagrante para todos os portugueses qual é a efetiva vontade de contribuir para um acordo equilibrado que reforme a lei laboral para melhor”, respondeu. Leitão Amaro assegurou que não será o Governo “a fechar a porta ao diálogo” na concertação social, lembrando que o mesmo já dura oito meses. “Devem ser analisadas as posturas e os comportamentos de cada um dos parceiros à mesa. Há quem vejamos com uma grande proatividade, desde logo, a fazer contribuições, outros que demoraram cinco ou seis meses a dar as suas primeiras contribuições, outros que nem contribuições deram”, assinalou. No entanto, questionado qual é o prazo limite para um acordo nesta sede, o ministro se recusou a fixá-lo para não atrapalhar o trabalho em andamento. “Como disse o primeiro-ministro, as reformas têm que se fazer, o diálogo é importante para termos reformas, não é para ficarmos no imobilismo, e portanto, há de haver um momento. Mas responder a essa questão poderia não contribuir para o espírito que nós temos, é um espírito genuíno ter vontade de dialogar”, disse. Leia Também: Ministra se reúne com UGT e patrões segunda sobre lei trabalhista



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