Ministro das Infraestruturas quer “mais ferrovia” nas zonas

“Nós temos de capacitar o nosso setor portuário com mais ferrovia, aumentando a percentagem de mercadorias e, por isso mesmo, o esforço que estamos a fazer aqui é essencial”, disse Miguel Pinto Luz na assinatura do auto de consignação da modernização dos acessos ferroviários ao porto de Setúbal. O ministro também defendeu a necessidade de uma visão integrada das infraestruturas portuguesas para colocá-las a serviço das empresas. O projeto de modernização e eletrificação da ferrovia no trecho entre o porto de Setúbal e Praias-do-Sado representa um investimento global de 40 milhões de euros. A intervenção prevista na zona portuária de Setúbal é de 22 milhões de euros, sendo que 17 milhões de euros serão financiados pela empresa pública Infraestruturas de Portugal (IP) e os restantes cinco milhões de euros pela Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS). Na cerimônia, que aconteceu no terminal da Autoeuropa no porto de Setúbal, Miguel Pinto Luz disse que a ambição de fazer de Sines um porto para servir um ‘interland’ cada vez maior, é a mesma que o Governo tem para Setúbal. “Colocar Setúbal para servir todo um eixo, uma espinha dorsal da Península Ibérica, é absolutamente essencial. Isso é dar competitividade a esse porto, é dar competitividade a essa região, mas, acima de tudo, é dar a competitividade a essas empresas que orbitam nessa esfera de influência do porto de Setúbal, e que sem um porto de Setúbal capaz não vão conseguir crescer”, disse. “E crescer, entenda-se gerar receita, gerar receita é produzir riqueza, produzir valor adicionado bruto, para poder fazer uma redistribuição justa dessa riqueza”, frisou o governante, após lembrar a importância do porto de Setúbal para as empresas da região, particularmente para grandes empresas como Autoeuropa, Somincor e Megasa. O projeto de modernização da ligação ferroviária entre o porto de Setúbal e Praias-do Sado, que deve ser concluído em 2027, não só vai melhorar as condições de operação, confiabilidade e segurança, como também deve reforçar a competitividade, aumentando a eficiência do transporte ferroviário de mercadorias naquela infraestrutura portuária. Além da modernização e eletrificação da ferrovia, o projeto também contempla a eletrificação de linhas e/ou do feixe de recepção/expedição aos terminais da SADOPORT, TERSADO, SOMINCOR e RO/RO, além de um novo feixe de linhas na Cachofarra. Segundo dados divulgados na apresentação do projeto, espera-se uma demanda de 2.900 trens por ano no Porto de Setúbal em 2030, o que deve significar uma redução significativa no número de veículos pesados circulando nas estradas da região e uma redução de 200 mil toneladas de emissões de dióxido de carbono (CO2). Leia Também: Três caças norte-americanos abatidos “por engano pelo Kuwait”



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