PTRR: Prioridade a Norte é “reposição rápida” de

PTRR: Prioridade a Norte é "reposição rápida" de

“O Norte apresentará suas contribuições com senso de responsabilidade e visão de futuro. No que diz respeito ao primeiro pilar, a recuperação, a região Norte considera prioritária a reposição rápida e eficaz de infraestruturas críticas, estradas, equipamentos públicos, e garantindo que a reconstrução não se limita a restaurar o existente, mas sim a reforçar sua robustez e capacidade de resposta futura”, disse hoje Álvaro Santos no Porto. O responsável falava sobre o PTRR (Portugal Transformação, Recuperação e Resiliência) na cerimónia de posse de vários vice-presidentes da CCDR Norte, no caso Maria José Fernandes para a área da Educação, Jorge Mendes para a área da Saúde, Gabriela Leite para a área do Ambiente e Rui Costa para a área da Cultura, que decorreu hoje no auditório do Museu Nacional Soares dos Reis, tendo também tomado posse os vice-presidentes já designados em processos eleitorais: Ricardo Bento, Pedro Machado e Paulo Ramalho (renomeado). “Quanto ao segundo pilar, a resiliência, é importante reconhecer que o Norte é uma região diversa e particularmente exposta a riscos significativos. Nossa contribuição buscará, portanto, antecipar vulnerabilidades, mitigar ameaças e reforçar a proteção das pessoas e dos territórios, alinhando-se plenamente com os objetivos estratégicos do PTRR”, ressaltou Álvaro Santos. Já em relação ao terceiro pilar, a transformação”, a CCDR Norte entende que “o PTRR não pode se limitar a restaurar o que foi perdido”, mas deve sim “constituir uma oportunidade para remover bloqueios estruturais, aumentar a competitividade, promover maior agilidade institucional e reforçar a coesão territorial”. “Ao longo deste mês de março, a CCDR Norte trabalhará intensamente na apresentação de propostas concretas e exequíveis, assumindo o compromisso de uma execução responsável e eficaz”, assegurou o novo presidente, que tomou posse na sexta-feira. Álvaro Santos disse ainda que “o Norte está preparado para acelerar, mas precisa de previsibilidade, simplificação e estabilidade normativa”. “Cada atraso administrativo representa uma escola que não abre, uma empresa que não investe, uma família que não se beneficia de moradias acessíveis. Nossa prioridade será clara. Execução com rigor, rapidez com responsabilidade e avaliação permanente dos resultados”, ressaltou. O responsável quer ainda afirmar a CCDR Norte “como uma verdadeira parceira estratégica do território”. “Não apenas como entidade gestora de programas ou coordenadora administrativa, mas como instituição que pensa a região, que articula políticas públicas e que mobiliza vontades. Precisamos passar de uma lógica de reação para uma lógica de antecipação”, afirmou. Para Álvaro Santos, “a articulação entre ordenamento do território, mobilidade, habitação, qualificação, inovação e transição climática é condição essencial para resultados duradouros”, considerando que “planeamento não é produzir documentos apenas, é alinhar decisões públicas e privadas em torno de prioridades claras”. O primeiro-ministro anunciou em 12 de fevereiro a criação de um Plano de Recuperação e Resiliência exclusivamente português, a que chamou PTRR, para que o país possa recuperar economicamente das consequências do mau tempo (que assolou Portugal continental entre o final de janeiro e fevereiro) e atuar nas infraestruturas mais críticas.

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