Emprego público sobe 1,1% no 1.º trimestre para 767.094

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“Em 31 de março de 2026, o emprego no setor das administrações públicas estava em 767.094 postos de trabalho”, o que representa uma alta de 1,1% em relação ao mesmo período de 2025 (mais 8.058 postos de trabalho), segundo a Síntese Estatística do Emprego Público, divulgada pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP). A evolução anual nas administrações públicas se deve, sobretudo, à administração central, onde foram criados mais 4.790 postos de trabalho, bem como à administração local (+3.708 postos de trabalho). Esse aumento “ficou a dever-se, essencialmente à variação nas carreiras de técnico superior (+3.033 postos de trabalho), das Forças Armadas (+1.566), de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+1.197), de enfermagem (+992) e na carreira médica (+658)”, diz a entidade. Por sua vez, e a exemplo do que havia ocorrido no trimestre anterior, o emprego público voltou a recuar nas administrações regionais dos Açores e da Madeira, bem como nos fundos de Segurança Social. O número de servidores voltou, assim, a renovar máximas da série estatística, iniciada no último trimestre de 2011. “Em relação a 31 de dezembro de 2011 (início da série), o aumento foi de 39.393 postos de trabalho (+5,4%)”, diz a mesma nota. Já na comparação com o trimestre anterior houve alta de 0,6%, o equivalente a um aumento de 4.816 postos de trabalho. Segundo a DGAEP, esse aumento continuou a ser impulsionado “em grande parte” pela administração central (+3.955 postos de trabalho) “e ocorreu principalmente nos Estabelecimentos de Educação e Ensino Básico e Secundário (+1.511) e nas Entidades Públicas Empresariais do SNS (+1.730)”. No que diz respeito concretamente às carreiras, a subida em cadeia na administração central foi impulsionada pelas “carreiras médica (+1.557 postos de trabalho) e de educadores de infância e docentes do ensino básico e secundário (+ 1.033)”, nota a DGAEP, salientando ainda o “contributo positivo das carreiras da GNR (+589) e das Forças Armadas (+455)”. Nessa síntese também é possível verificar que 7,1% da população total trabalhava no setor das administrações públicas, 13,6% da população ativa e 14,5% da população ocupada. Nos três primeiros meses deste ano, “o peso dos postos de trabalho nas administrações públicas ocupados por mulheres aumentou ligeiramente, representando 17,3% da população ativa feminina e 18,6% da população empregada feminina do país (respectivamente, 17,1% e 18,3% no trimestre anterior)”, acrescenta. Depois de o ano passado interromper “a tendência crescente de saídas por aposentadoria/aposentadoria verificada de 2017 a 2024”, no primeiro trimestre deste ano, “foram registradas 3.679 saídas por motivo de aposentadoria/aposentadoria”, a maioria delas na administração central (2.735). Leia Também: Mais de 60% dos desempregados no fim de 2025 continuam sem emprego

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