Diesel vai (disparar e) voltar a custar mais do que

É oficial: os preços dos combustíveis vão disparar no início da próxima semana. O diesel deve registrar um aumento mais acentuado e o preço desse combustível vai superar o da gasolina, o que não acontecia desde o final de 2022, segundo informações disponibilizadas no site Preços dos Combustíveis Online. Foi em 26 de dezembro de 2022 a última vez que o preço do diesel foi maior que o da gasolina – via de regra acontece o contrário. Naquela época, o diesel comum custava 1,607 euros por litro e a gasolina comum 95 custava 1,600 euros por litro. Os preços dos combustíveis vão registrar forte alta no início da próxima semana, com destaque para o diesel, que deve subir mais de 19 centavos, mesmo com o desconto anunciado pelo governo. Já a gasolina deve registrar um aumento de mais de 7 centavos. Atualmente, cabe destacar, o preço médio do diesel comum está em R$ 1,634 por litro, enquanto a gasolina comum 95 está custando, em média, R$ 1,705 por litro. Aplicando os aumentos previstos, o diesel comum deve subir para R$ 1,824 por litro, enquanto a gasolina comum 95 deve aumentar para R$ 1,775 por litro, o que significa que o preço do diesel vai superar o da gasolina. O governo anunciou, nesta sexta-feira, um desconto no Imposto Sobre Produtos Petrolíferos (ISP) do diesel no valor de 3,55 centavos por litro, segundo nota do Ministério da Fazenda. Beatriz Vasconcelos | 12:44 – 06/03/2026 Montenegro admite mais medidas (nacionais e ibéricas) O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse na sexta-feira que o governo continuará monitorando a evolução do preço dos combustíveis “nas próximas semanas”, sem excluir mais medidas em nível nacional e até ibérico. Luís Montenegro falava na coletiva de imprensa conjunta da 36ª Cúpula Luso-espanhola, ao lado do chefe do governo espanhol, Pedro Sánchez, que aconteceu em Huelva (Espanha) e teve como tema central a segurança climática. No final, ele foi questionado sobre a previsível alta, na próxima semana, do preço do diesel rodoviário 23,4 centavos por litro e da gasolina sem chumbo em 7,4 centavos por litro como consequência da nova guerra no Oriente Médio. O primeiro-ministro lembrou que já havia anunciado que o governo tomaria medidas se esse aumento fosse superior a dez centavos, por isso já foi anunciado pelo Ministério das Finanças que o governo decidiu avançar com uma “redução temporária e extraordinária” de 3,55 centavos por litro no Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) aplicável, no continente, ao diesel rodoviário. “Continuaremos nas próximas semanas atentos a este efeito com medidas de nível nacional e eventualmente de cooperação com países amigo, e a Espanha é o principal”, disse”. O primeiro-ministro tinha sinalizado, no debate quinzenal de quarta-feira, que o Governo poderia avançar com um desconto extraordinário e temporário do ISP para compensar uma subida dos combustíveis caso se verificasse um aumento de 10 cêntimos. “Dentro da orientação que foi dada a vários membros do Governo para não desvalorizarem os efeitos que o conflito (com o Irão) possa ter na nossa dinâmica económica, estamos em condições de dizer que um desses efeitos pode vir a ser o aumento do preço dos combustíveis”, apontou o líder do executivo. Os Estados Unidos e Israel lançaram em 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irã, tendo matado durante a ofensiva o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo do país desde 1989. O Irã fechou o estreito de Ormuz e lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. O estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã, é cortado por cerca de 20% do petróleo e por parte significativa do gás natural liquefeito (GNL) comercializados por via marítima, segundo dados da Administração de Informações Energéticas dos Estados Unidos e das Nações Unidas.



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