Wall Street fecha em baixa a ceder à subida da cotação do

Os resultados de sessão indicam que o índice seletivo Dow Jones Industrial Average recuou 0,61% e o ampliado S&P500 cedeu 0,08%, com o tecnológico sendo o único a contrariar a tendência, mas com uma valorização escassa, de 0,08%. Os 32 Estados membros da Agência Internacional de Energia decidiram “por unanimidade” disponibilizar 400 milhões de barris de suas reservas estratégicas, a maior quantidade em sua história, anunciou hoje a organização. Essa decisão, associada às ambições declaradas de alguns líderes ocidentais para desbloquear o Estreito de Ormuz, “contribuiu para derrubar o preço do petróleo em relação ao nível de 119 dólares alcançado ontem”, disse Jose Torres, da Interactive Brokers. Mas o barril segue em forte progressão, com as cotações avançando mais de 4,5%, após a queda da véspera. “Temos muito pouca informação” sobre o anúncio da IEA. “Não sabemos quando vai entrar em vigor, nem qual será a qualidade do petróleo” disponibilizado, comentou Robert Yawger, da Mizuho USA, em declarações à AFP. Esse analista também apontou a ausência de detalhes sobre as quantidades a serem colocadas no mercado por dia ou a contribuição de cada país. A massa de barris pronta para ser desbloqueada “implica que o problema é muito grave”, considerou. A paralisação de grande parte das exportações de hidrocarbonetos do Golfo Pérsico elevou muito a tensão no mercado de petróleo e a alta dos preços faz temer importantes dificuldades econômicas, em especial uma aceleração da inflação. Isso “reduz a probabilidade de o Federal Reserve baixar sua taxa básica de juros durante o primeiro semestre”, antecipou Matthew Weller, da Forex.com, em declarações à AFP. Os operadores de ações agora aguardam que o próximo alívio da política monetária ocorra em julho ou até apenas em setembro, de acordo com o observatório CME FedWatch. Leia também: Wall Street vira de queda para alta após declarações de Trump



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