Oferta limitada e forte procura: Casas vão continuar caras e

Rendas podem aumentar em 2026 (em alguns casos 11%).

Juan Garcia, diretor sênior de Financiamento Estruturado e Ratings de Títulos da Fitch, disse hoje em um ‘webinar’ sobre as perspectivas para Portugal não ver uma reversão nos preços das casas “por causa da oferta limitada e porque a demanda é forte por nacionais e também estrangeiros”, que podem ser europeus ou de outras partes do globo. O analista ressaltou que ainda há dificuldades no acesso à moradia, nomeadamente porque o ritmo do aumento nominal nos preços é mais rápido que a alta dos salários. Nesse cenário, “não vemos uma reversão nos preços das casas no curto prazo”, disse ele. A Fitch também foi questionada sobre possíveis riscos para o banco derivados de empréstimos hipotecários, mas Julien Grandjean, diretor de Ratings Bancários, disse não ver desvios significativos. “O aumento nos preços é motivado pela procura alta e oferta limitada”, reiterou, acrescentando que o Banco de Portugal “tem requisitos muito apertados para os créditos que os bancos têm de cumprir”, pelo que “há outra camada de prudência”. Além disso, nos créditos mais recentes houve um aumento na taxa prefixada e mista, o que traz mais estabilidade, observou o analista. A Fitch prevê um aumento no preço nominal das casas de 15% em 2026, após um crescimento recorde de preços em 2025, de 18%. Leia Também: Aluguéis de casas sobem 5,2% em fevereiro (e tem região que se destaca)

Publicar comentário