Após tempestades, “Portugal não vai perder, nem devolver,

Após tempestades, "Portugal não vai perder, nem devolver,

O primeiro-ministro, Luís Montenegro, falou, nesta quinta-feira, após a reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, na Bélgica. Montenegro sublinhou o balanço “muitíssimo positivo” para Portugal, dando conta de foram dadas garantias da parte do bloco europeu para cooperação com o Governo, nomeadamente em relação ao período pós-tempestades (que assolaram o país). Em entrevista coletiva, Montenegro apontou que o Conselho Europeu demonstrou “solidariedade” em relação ao “trem de tempestades” que afetou o país entre o fim de janeiro e fevereiro – tendo mostrado um vídeo no qual teria sido claro qual o impacto do ponto de vista econômico e social: “Nem todos os colegas tinham alcançado a dimensão e magnitude.” “Foi um fenômeno eventualmente repetível em Portugal ou em outros Estados-membros da União Europeia. No caso específico, este que nos atingiu teve efeitos devastadores”, lembrou. Montenegro deu ainda conta de que para além de ter sido importante mostrar qual o impacto destas tempestades, esta foi também uma ocasião para “acolher solidariedade de todos os Estados-membros e a disponibilidade total da Comissão para encontrar, connosco, uma solução, uma via, os mecanismos que forem necessários, para que nós não percamos nenhuma das oportunidades de financiamento que estava em curso no âmbito do PRR e que foram prejudicadas nesta fase final de execução por um evento que não tem a ver com níveis de desempenho, com méritos de desempenho ou qualquer negligência da parte procedimental e da parte da execução do Estado português”. “Saímos daqui com a garantia de que entre o Governo de Portugal e a equipe da presidente da Comissão Europeia será encontrada uma forma de acautelar que Portugal não vai perder, nem devolver, nenhuma verba que tenha a ver com esses projetos, que só não serão concluídos neste período porque é impossível, dada a forma como foram afetados por um motivo de força maior”, apontou. O primeiro-ministro disse que não poderia dizer de que forma a situação se resolveria, mas falou em “flexibilidade” e inexistência de bloqueio por parte dos outros Estados-membros. Montenegro apontou que o balanço da reunião é “muito positivo”, mesmo confessando não sabia “exatamente qual seria o desfecho, dada a sensibilidade do ponto de vista das regras aplicáveis ​​que essa matéria reveste”. Questionado pelos jornalistas se pediu a extensão do prazo do PRR de Portugal, Luís Montenegro disse que não, mas que pediu “uma solução que possa compaginar-se com as regras e a sua flexibilidade à luz de uma motivação de força maior”. “Posso dizer que será sempre uma solução engenhosa, mas que terá, naturalmente, de nos garantir que nós não vamos perder oportunidades fruto de um evento para o qual não temos nenhuma contribuição”, afirmou. Quanto à discussão principal, sobre energia e competitividade, Montenegro disse que deixou a visão de Portugal, “acompanhada por muitos”, e disparou: “Há uma certeza que todos temos. A Europa será mais forte se conseguirmos resolver os problemas de cada um de nós, se conseguirmos superar os constrangimentos, por um lado, e ao mesmo tempo aproveitar as oportunidades que cada um é capaz de oferecer.” (Notícia atualizada às 23h57) O primeiro-ministro, Luís Montenegro, disse hoje que a atual crise de preços na energia causada pelo conflito no Oriente Médio reflete o efeito “penalizador” dos atrasos na implementação de iniciativas como reforço das interconexões energéticas. Lusa | 23:50 – 19/03/2026

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