“Paguei tudo, não devo nada.” Mário Ferreira nega fraude

Além de Mário Ferreira, as empresas Mystic Cruises e Valens Private Equality do empresário, também são rés no processo. Em causa está a compra e venda do navio `Atlântida´, comprado pela Mystic Cruises aos estaleiros de Viana do Castelo por 8,75 milhões de euros em setembro 2014 e vendido, em junho de 2025, à Internacional Trade Winds, empresa criada em Malta e gerida pelo empresário, por 11 milhões de euros. Posteriormente, a Internacional Trade Winds vendeu o navio para a norueguesa Hurtigruten por 17 milhões de euros. Segundo o Ministério Público (MP), essa venda resultou em um ganho de 3,7 milhões de euros, valor que não foi declarado em tempo hábil, o que possibilitou a obtenção de uma vantagem ilegítima, em termos de IRS, de cerca de um milhão de euros. Durante a audiência de julgamento, Mário Ferreira mencionou ter declarado os valores e pago os respectivos impostos. “Paguei o imposto de algo que não recebi, paguei para não me chatear. Eu não recebi o dinheiro, perguntei à contabilista e ela diz que não há maneira nenhuma de receber esse dinheiro pelo qual paguei IRS”, disse o empresário perante o coletivo de juízes do Tribunal São João Novo, no Porto. No entanto, a acusação considera que ainda estão por liquidar 110 mil euros relativos a juros compensatórios. Na saída do tribunal, e em declarações aos jornalistas, Mário Ferreira disse o que está em causa é um “potencial atraso de IRS que foi saldado”. “Paguei tudo, não devo nada”, insistiu. O empresário, que pediu para ser liberado das próximas audiências de julgamento, disse que pagava mais de R$ 100 mil de imposto de renda por mês. “Pago mais de 100 mil euros de IRS por mês e ia andar com essas coisas para quê? Isso é um absurdo”, apontou. Leia Também: Sonae investiu mais de 6 mil milhões nos últimos 5 anos, revela CEO



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