Teletrabalho, voos… As recomendações para reduzir demanda

Em relatório, aquela instituição apresentou 10 medidas “de urgência”, sobretudo para combater o uso de veículos particulares, que podem economizar até cerca de seis milhões de barris por dia, compensando em parte a escassez global de petróleo bruto. “O conflito no Oriente Médio causou a maior interrupção de fornecimento da história do mercado internacional de petróleo devido à paralisação quase total do trânsito naval pelo Estreito de Ormuz”, diz o texto. Segundo a AIE, cerca de 15 milhões de barris de petróleo bruto e outros cinco milhões de produtos petrolíferos passavam diariamente naquela via marítima, cerca de 20% do consumo mundial daquelas matérias, mas as quantidades foram reduzidas a “conta-gotas”. O texto defende ser essencial trabalhar do lado da demanda, já que os preços do petróleo já ultrapassaram a barreira dos US$ 100/barril, apesar do esforço de liberação das reservas por muitos países (426 mil barris). “Há uma crescente preocupação com o impacto da alta de preços sobre as famílias, as empresas e a economia em geral”, alertou a IEA. Entre as demais medidas propostas está a redução do limite de velocidade nas estradas em pelo menos 10 km/h, para baixar o consumo de combustível “entre 5% e 10% por veículo”. O compartilhamento de veículos e a restrição de circulação em grandes regiões metropolitanas, por meio do rateio de placas (pares/ímpares, por exemplo), também estão no plano. O diretor-executivo da AIE, o turco Fatih Birol, reconheceu porém que medidas de austeridade, por si só, não vão ser suficientes. “Retomar a navegação pelo estreito de Ormuz é a ação mais importante para restaurar a estabilidade dos fluxos de petróleo e de gás e reduzir a pressão sobre os mercados e os preços”, declarou. Segundo Birol, a atual situação causada à ofensiva militar de Israel e Estados Unidos contra o Irã e consequentes retaliações na região do golfo Pérsico, é diferente da verificada quando da invasão da Ucrânia pela Rússia, em 24 de fevereiro de 2022. “Como vimos em 2022, os governos podem intervir com medidas para ajudar os consumidores com suas contas de energia durante picos de preços. No entanto, os recursos fiscais são limitados e é vital que essas medidas sejam direcionadas àqueles que mais precisam”, concluiu. Leia Também: AO MINUTO: Porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã é morto em ataque



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