Casais e jovens com menos rendimentos recorrem mais à

Casais e jovens com menos rendimentos recorrem mais à

Segundo dados publicados hoje pelo Banco de Portugal (BdP), “aproximadamente dois terços (62%) do crédito concedido ao abrigo deste regime foram contratados por dois mutuários”. Já no caso dos mutuários elegíveis e que não utilizaram a garantia do Estado, esse registro se inverte, com mais crédito (52%) contratado por apenas uma pessoa. O rendimento médio líquido por mutuário também é menor no caso do crédito contratado por duas pessoas, tanto no caso da garantia do Estado (1.412 euros), quanto nos demais mutuários elegíveis (1.687 euros), ainda que nestes seja maior. O mesmo é visto no caso de quem compra uma casa sozinho. No ano passado, quem recorreu à banca para comprar uma casa usando a garantia pública recebia, em média, R$ 2.071, enquanto os contratantes que evitaram esse mecanismo tinham rendimentos de R$ 2.200. No ano passado, a média de idade de quem comprou casa sozinho foi de 30 anos, enquanto a idade média de quem contratou crédito em conjunto foi de 31 anos, sem diferença entre os casos sob e fora da garantia do Estado. Os mutuários que recorreram à garantia pública também têm uma taxa de esforço maior do que os compradores elegíveis que não recorreram a esse mecanismo. Esse indicador, calculado por meio da relação entre o valor total das prestações mensais dos empréstimos do cliente e sua renda mensal líquida (relação DSTI, de ‘debt service-to-income’), mais choque, foi de 42,8% para quem comprou casa sozinho usando garantia pública e de 39,0% para quem fez em conjunto. Já entre quem não usou esse mecanismo, esse índice foi de 40,0% para mutuários únicos e 33,1% para contratos feitos com dois mutuários. A recomendação macroprudencial registra que o valor máximo desse índice deve ser de 50%. Em termos de maturidade, o prazo médio contratado por pessoas físicas foi de 36,1 anos nos empréstimos com garantia e 36,7 anos por quem escolheu não optar por esse sistema. Já em casais, a maturidade foi maior na contratação com garantia pública, ficando em 36,9 anos, contra 36,4 anos. Quanto ao rácio ‘loan-to-value’, LTV, que resulta da relação entre o montante total de crédito por um imóvel e o mínimo entre o valor de avaliação ou o preço de aquisição, este foi de 99% nos contratos sob garantia pública, tanto para mutuários únicos, como conjuntos. No caso dos mutuários elegíveis sem garantia do Estado, houve um peso maior do crédito no valor da aquisição entre casais (83%), do que entre indivíduos (80%). A garantia pública para o crédito imobiliário para jovens de até 35 anos (inclusive) vale para contratos assinados até o fim de 2026 e permite que o Estado garanta, como fiador, até 15% do valor da transação. Com a entrada em vigor da garantia pública, aumentou a representatividade de mutuários com até 35 anos no crédito para casa própria permanente, que subiu de perto de 40% em 2024 para 54% no ano passado. Em 2025, os créditos concedidos sob garantia representaram 15% do total de novos contratos e 19,8% do montante de novos créditos concedidos. Em média, cada novo contrato de crédito para compra de casa própria permanente pelos mutuários que o fizeram usando essa garantia foi de R$ 207 mil, contra R$ 174 mil no caso de contratos sem esse mecanismo. Em média, o valor contratado foi de R$ 183 mil. O Governo definiu o valor máximo da garantia pública em 1.200 milhões de euros, sendo distribuída uma quota a cada banco, mas abriu a possibilidade de esse valor ser reforçado se os bancos o esgotarem e se pedirem esse reforço – algo que tem vindo a verificar-se, tendo fechado o ano com uma dotação máxima de 1.550 milhões de euros. Desse montante total, foram utilizados 58,8%. Pode se beneficiar dessa garantia no crédito imobiliário quem tem entre 18 e 35 anos de idade (inclusive) e que está comprando a primeira casa própria permanente cujo valor não ultrapasse 450 mil euros. Os beneficiários não podem ser proprietários de prédio urbano ou fração de prédio urbano e não podem ter rendimentos superiores aos do oitavo escalão do IRS (cerca de 81 mil euros de rendimento anual tributável). Leia Também: Depois de Nel, há novos jovens batendo na porta de Rui Borges no Sporting

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