Serviço da Carris pode ser afetado na segunda-feira devido a

Em declarações à Lusa, Manuel Leal, do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP), considerou que “a circulação (dos autocarros), obviamente, sofrerá algum impacto”, embora a estrutura sindical pretenda que este “não seja forte”. “Não é isso que queremos, nem pouco mais ou menos, até porque vamos realizar a discussão entre os trabalhadores em um momento do dia em que não há uma necessidade tão grande em termos de transporte público”, ressaltou. Segundo Manuel Leal, em causa está o que consideram uma “atualização salarial inaceitável” por parte da empresa e o estado de “alguma estagnação do processo de negociação”. “No quadro que nós traçámos, os objetivos centrais para o processo deste ano não estão a ser atingidos por causa desta estagnação no processo. Nós estamos unicamente com uma proposta (…) de atualização salarial que é completamente inaceitável nos termos em que está”, sublinhou. Segundo o sindicalista, a proposta de acordo na mesa se refere “a quatro anos, com uma com equalização salarial em cada um desses quatro anos de 1% acima do valor da inflação, com um mínimo (…) garantido de 60 euros”. “Claramente, é importante atingir um aumento real dos salários, a continuação do caminho para as 35 horas, bem como avançar para a unificação das tabelas salariais que hoje existem na empresa em uma única tabela”, explicou. Atualmente, os trabalhadores da Carris têm duas tabelas salariais: uma de aplicação exclusiva aos trabalhadores da área de tráfego e outra para os trabalhadores dos demais setores, o que “provoca um desnível em termos das profissões”, segundo Manuel Leal. De acordo com a Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), a proposta apresentada pelo Conselho de Administração da Carris aconteceu na última reunião de 18 de março e cingiu-se “a uma proposta plurianual para um horizonte de quatro anos, com uma atualização salarial baseada no valor anual da inflação, acrescido de 1%, com um mínimo de 60 euros, assim como a síntese das matérias de natureza não pecuniária, que a empresa diz terem sido objeto de acordo e que foram enviadas aos sindicatos no final do mês de abril”. A plenária geral está marcada para segunda-feira na estação de Miraflores, concelho de Oeiras, distrito de Lisboa. A Lusa contactou a Carris, mas não obteve resposta até ao momento. Leia Também: Suspensa greve de trabalhadores da Carristur marcada para sábado



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