Como lidar com crise energética? Este guia dá dicas

A ADENE – Agência para a Energia divulgou, nesta quinta-feira, o “Manual Poupança – Crise Energética”, uma espécie de guia prático com recomendações e conselhos para responder à atual crise energética. Destina-se a famílias e empresas. “Perante o atual cenário de volatilidade nos mercados energéticos internacionais, a ADENE lança o ‘Manual Poupança – Crise Energética’, um guia com recomendações simples e imediatas para apoiar cidadãos, famílias, instituições e empresas. O objetivo é capacitar os portugueses com ferramentas úteis para reduzir consumos, aumentar a eficiência e mitigar o impacto da subida de preços na economia doméstica e empresarial”, pode ler-se num comunicado a que o Notícias ao Minuto teve acesso. Trata-se de um “guia prático com recomendações simples e imediatas para ajudar cidadãos, famílias, instituições e empresas a enfrentar a instabilidade do mercado de energia, reduzindo custos, aumentando a eficiência e respondendo de forma informada à crise atual”, segundo a mesma nota divulgada. Crise energética: O que muda na sua vida? Um dos pontos abordados pela ADENE está relacionado com as mudanças que a atual crise energética desencadeia na vida dos cidadãos e destaca as aeguintes: A sua fatura vai aumentar – “A volatilidade internacional reflete‑se rapidamente no preço da eletricidade, dos combustíveis e do gás. Mesmo com elevada produção renovável, o custo da energia em Portugal continua dependente dos mercados externos, sobretudo nos períodos em que o gás natural influencia o preço da eletricidade no MIBEL”; Seus deslocamentos ficam mais caros – “O setor de transporte é o mais sensível às oscilações globais, então aumentos no preço do petróleo têm impacto quase imediato no custo das viagens”; Alguns serviços públicos podem ajustar horários ou consumo – “Escolas, municípios, serviços municipais, transporte local ou equipamentos públicos podem adotar medidas temporárias de eficiência para reduzir consumo e aliviar custos, como ajustes de climatização, otimização de horários ou redução de iluminação não essencial”; Teletrabalho e mobilidade ganham destaque – “Em semanas de maior pressão, medidas como teletrabalho, carona, planejamento de rotas ou substituição de deslocamentos presenciais por reuniões remotas podem ser recomendadas para aliviar o consumo de combustível”; A informação oficial é essencial – “Em contextos de instabilidade, surgem rumores e mensagens que não correspondem à realidade. Seguir apenas fontes oficiais é essencial para entender corretamente recomendações, alertas e medidas temporárias”. De uma maneira geral, a “energia está mais cara, mais instável e mais sensível a fatores externos”, mas, “em casa, pequenas ações podem reduzir consumos, aliviar a conta e aumentar o conforto sem perda de qualidade de vida”. A ADENE dá 10 recomendações nesse sentido. Anote aí: Dicas para economizar na conta de energia© ADENE No mesmo documento, a ADENE também explica como agir diante de diferentes cenários de pressão energética: “A definição de cenários prospectivos permite orientar cidadãos, empresas e municípios na adoção de medidas preventivas e de eficiência energética, alinhadas às diretrizes nacionais e europeias, particularmente em setores mais expostos à volatilidade energética, como o da mobilidade”. Leia Também: Definidas situações para compensar municípios com centros de energia



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