Ecografias, TAC… Governo paga mais por exames do SNS

Ecografias, TAC... Governo paga mais por exames do SNS

O governo vai aumentar o valor pago às unidades privadas que asseguram meios complementares de diagnóstico aos usuários do Serviço Nacional de Saúde (SNS), de acordo com portaria publicada nesta terça-feira no Diário Oficial da União. “A referida atualização traduz uma medida estruturante de valorização e sustentabilidade da rede convencionada, reconhecida como essencial para a capacidade de resposta do SNS”, pode ler-se no documento, assinado pelo secretário de Estado da Gestão da Saúde, Francisco Nuno Rocha Gonçalves. Segundo o Expresso, que avançou num primeiro momento com a notícia, do conjunto de procedimentos destaca-se a valorização das ecografias ou da tomografia axial computorizada (TAC). No geral, explica o semanário, o SUS passa a pagar 26 euros por cada ultrassom, ante 14 ou 16 euros. Além disso, aumenta para 20 a 26 euros o valor pago no âmbito das ecografias aos tecidos moles, cujo valor até agora era de 9 euros. Foi também introduzido um exame novo, a tomossíntese digital da mama. A justificativa para as mudanças Em declarações ao mesmo jornal, fonte do gabinete da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, explicou que “existiam códigos e regras de faturamento que já não acompanhavam a evolução tecnológica e clínica e procedeu-se à atualização da classificação e nomenclatura de diversos atos clínicas”, o que motivou as alterações agora publicadas. Além disso, os “valores pactuados apresentavam um descompasso em relação aos custos reais da prestação, o que colocava em risco a sustentabilidade de algumas áreas de prestação”, justificou ainda a tutela. A ministra da Saúde saudou hoje os últimos dados estatísticos do setor, de recuperação da atividade hospitalar, e disse que o Serviço Nacional de Saúde (SNS) “nunca deu uma resposta tão intensa em qualidade e quantidade como agora”. Lusa | 20:44 – 07/04/2026 SUS aumenta produção, mas usuários têm dificuldades O número de consultas e cirurgias feitas no Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu nos últimos dois anos, mas as dificuldades de acesso se mantiveram nesse período, com mais usuários nas listas de espera e sem médico de família. Dois anos depois de o Governo de coalizão PSD/CDS-PP assumir o cargo, esse é o panorama geral de um serviço público composto por 39 unidades locais de saúde (ULS), que administram hospitais e centros de saúde e onde trabalham quase 155 mil profissionais, cerca de quatro mil a mais do que em abril de 2024. Dados do portal da transparência indicam que o SUS, apesar de ter aumentado a produção assistencial e já ter se recuperado dos constrangimentos causados pela pandemia da Covid-19, ainda enfrenta dificuldades para responder aos usuários, tanto na atenção hospitalar, quanto na primária. Quando o atual Governo assumiu, 1.565.880 pessoas não tinham médico de família, número que aumentou para 1.601.018 no final de janeiro deste ano, mais cerca de 35 mil usuários. Contribui para esse crescimento o expressivo aumento de usuários cadastrados na atenção primária à saúde, que passou de 10.354.881 para 10.746.324 nesse período, ou seja, mais cerca de 390 mil pessoas. Na prática, desde abril de 2024, o número de usuários que têm um especialista em medicina geral e familiar designado aumentou de 8.775.694 para 9.133.697, representando mais 358 mil nesse período. Leia Também: Nutricionistas do SUS reclamam à Ouvidoria sobre salário de estagiário

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