Luís Costa Ferreira troca supervisão prudencial no BdP pela

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Costa Ferreira já havia exercido as mesmas funções no banco central entre 2013 e 2014, quando saiu para a consultoria PwC, então conduzindo uma auditoria no recém-criado Novo Banco após intervenção do supervisor nacional, segundo noticiou o jornal Eco. No início de 2017, voltou ao Banco de Portugal, ocupando novamente o cargo de diretor do departamento de Supervisão Prudencial, funções que agora abandonou para ingressar na consultoria EY. A informação sobre a saída de Costa Ferreira foi avançada hoje à Lusa por fonte oficial do BdP, que acrescentou que aquele responsável tinha iniciado “um período de ‘cooling off'” — uma pausa — de seis meses, antes de seguir para “um novo projeto profissional no setor privado”, numa entidade não supervisionada pelo BdP. Após esse período, resultante da aplicação das normas de conduta nacionais e europeias, o contrato de Luís Costa Ferreira terminará em 30 de outubro. Durante esse tempo, o responsável vai desempenhar funções de apoio à gestão do banco central, “não tendo mais acesso a informações relacionadas ao setor financeiro”. Entretanto, em declaração escrita enviada à Lusa, Miguel Farinha, country managing partner da EY em Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde, esclareceu que Luís Costa Ferreira irá liderar a área de Financial Services, “após o período de cooling-off legalmente previsto”. O convite ao ex-diretor do BdP “faz parte de um conjunto de três contratações de peso na área de Financial Services, do qual também fazem parte os novos sócios Miguel Amaro, com uma trajetória de 25 anos em consultoria, e José Diogo Beirão, que soma mais de 12 anos de carreira no setor”. No banco central, o cargo deixado vago por Costa Ferreira será ocupado por João Freitas, atual diretor do departamento de Resolução do BdP. João Freitas assumirá o cargo a partir de 6 de julho, e este, até lá, deve ser assegurado pela atual equipe de vice-diretores. Quanto à posição de diretor do departamento de Resolução, o BdP espera encontrar uma solução até julho. Leia Também: Juros de depósitos a prazo sobem pelo 2º mês consecutivo: Quanto rendem?

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