Preparação para crise: Espanha recorda quanto dinheiro deve

Preparação para crise: Espanha recorda quanto dinheiro deve

A preparação para responder (ou sobreviver) a um cenário de crise – como uma guerra ou uma catástrofe – envolve ter dinheiro físico guardado, mas quanto? Na terça-feira, ao marcar um ano do apagão ibérico, o Banco da Espanha apontou entre 70 e 100 euros para cada membro da família. Em comunicado, o banco central do país vizinho explica que essa quantia deve ser suficiente para cobrir bens essenciais para pelo menos 72 horas. Esse valor está em linha com o que é recomendado por vários outros países e bancos centrais – 70 euros por adulto e 30 euros por criança. Aliás, por aqui, o Banco de Portugal também já aconselhou que os cidadãos devem ter algum dinheiro físico em casa: “Tanto o número de operações como o valor levantado cresceram, sinal de que muitos consumidores terão realizado saques extraordinários, em parte para compensar os que ficaram por efetuar no dia do apagão, por indisponibilidade de grande parte dos caixas automáticos. Mas é igualmente plausível que uma parte da população tenha optado por reforçar reservas de numerário, motivada por preocupações pessoais e pelas notícias que enfatizaram a utilidade do dinheiro físico em momentos de crise”, pode ler-se no Boletim Notas e Moedas, publicado pelo BdP no final de outubro de 2025. De acordo com o supervisor da banca, há uma conclusão que importa reter, no seguimento do apagão: “Um evento súbito, como o que ocorreu, revela que o numerário continua a ser indispensável. O dinheiro físico não é apenas um meio de pagamento: é também um recurso estratégico de continuidade operacional. Funciona como rede de segurança, assegurando que a economia prossegue mesmo quando a tecnologia falha”. Por isso, é “essencial preservar uma rede capilar de pontos de acesso a numerário, distribuída de forma equilibrada no território. Por outro lado, continua a ser prudente que os cidadãos mantenham algum dinheiro físico disponível”, recomenda o BdP. O Banco de Portugal revela que o dinheiro físico “funciona como rede de segurança, garantindo que a economia prossiga mesmo quando a tecnologia falha”. Há autoridades que recomendam que se deve ter guardado 70 euros por adulto e 30 euros por criança. Beatriz Vasconcelos | 10:31 – 10/11/2025 O conselho do BCE Também o Banco Central Europeu (BCE) já aconselhou que os cidadãos devem ter algum dinheiro físico para responder a crises. Afinal, quanto dinheiro você deve ter guardado? Não há um valor definido, mas há autoridades que recomendam 70 euros por adulto e 30 euros por criança. Em questão está um estudo do BCE – ‘Keep calm and carry cash’ (Mantenha a calma e ande com dinheiro) – que concluiu que a “utilidade do dinheiro em espécie se intensifica quando a estabilidade é ameaçada”. Entre outros pontos, o estudo reveliu que o dinheiro em espécie é “um componente crítico da preparação nacional para crises” e ressaltou que “bancos centrais, ministérios das finanças e agências de proteção civil de vários países recomendam agora que as famílias mantenham dinheiro disponível para vários dias para compras essenciais”. “Por exemplo, as autoridades dos Países Baixos, Áustria e Finlândia sugerem a manutenção de valores que variam, aproximadamente, entre 70 euros e 100 euros por membro da família, ou o suficiente para cobrir as necessidades essenciais durante cerca de 72 horas”, lê-se no estudo do BCE. Leia Também: Dinheiro em circulação em Moçambique volta a cair (após máximas)

Publicar comentário