Bancos portugueses usaram quase dois terços da garantia

No total, foram assinados 32.338 contratos, com um valor de 6.548 milhões de euros desde o início do ano passado sob esse programa, que permite ao Estado, como fiador, garantir até 15% do valor da transação. Após 15 meses desse programa, o regime foi responsável por 24,3% do total de contratos e de 27,8% do valor total contratado, tendo sido garantidos 905 milhões de euros. Neste período, e no total do país, foram assinados 133.208 contratos de crédito para compra de casa própria e permanente, no valor total de 23.593 milhões de euros. Entre todos os jovens de até 35 anos, foram assinados 73.610 contratos de crédito, no valor de R$ 14.162 milhões, o que significa que, nessa faixa etária, 43,9% dos novos contratos e 46,2% do montante foram feitos na garantia. Apenas no mês de março, foram assinados 2.646 contratos, no valor de R$ 569,2 milhões, os maiores valores desde o início do regime. Antes de março, o mês com mais contratos sob garantia havia sido outubro (R$ 2.641), que também totalizava o maior valor (R$ 541,4 milhões). Neste mês, os contratos sob garantia representaram 27,8% do número e 31,4% do valor destinado para crédito imobiliário permanente. Já para os jovens de até 35 anos, 49,7% dos créditos e 51,2% do montante foram contratados no âmbito da garantia. Os devedores de nacionalidade portuguesa representavam 86% do valor total contratado sob o regime de garantia do Estado, seguidos pela nacionalidade brasileira, com um peso de 8%, enquanto as demais nacionalidades “tinham um peso residual”, diz o BdP. Na caracterização dos contratantes, cerca de metade dos devedores tinha entre 26 e 30 anos na época do pedido de crédito e 46% tinham ensino superior. Cerca de 47% dos créditos tinham valor com mais de R$ 200 mil e 84% vencimentos acima de 35 anos. Segundo o BdP, nas regiões do Alentejo, Beira Baixa, Lezíria do Tejo, Terras de Trás-os-Montes, Beiras e Serra da Estrela e Alto Tâmega e Barroso até março deste ano, mais da metade dos contratos de crédito à habitação própria permanente celebrados por jovens foram contratados com a garantia do Estado. No sentido inverso, o peso das casas adquiridas por jovens com recurso à garantia foi menor na Grande Lisboa e na Região Autónoma da Madeira, representando cerca de um terço. A garantia pública para o crédito imobiliário para jovens de até 35 anos (inclusive) vale para contratos assinados até o fim de 2026 e permite que o Estado garanta, como fiador, até 15% do valor da transação. Na prática, e combinando essa garantia com as regras para a concessão de crédito imobiliário, a medida permite que os jovens consigam obter 100% do valor da avaliação da casa, em vez dos 90% de limite que vigoram para a maioria dos clientes. Pode se beneficiar dessa garantia no crédito imobiliário quem tem entre 18 e 35 anos de idade (inclusive) e que está comprando a primeira de casa própria permanente cujo valor não ultrapasse 450 mil euros. Os beneficiários não podem ser proprietários de prédio urbano ou fração de prédio urbano e não podem ter rendimentos superiores aos do oitavo escalão do IRS (cerca de 81 mil euros de rendimento anual tributável). Leia Também: Governador também comprou ações da Nestlé e Navigator: BdP explica caso



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