Consumo de cimento recupera 26% em março após meses de

Consumo de cimento recupera 26% em março após meses de

No primeiro trimestre, o setor da construção refletiu “uma desaceleração do ritmo de crescimento em um período marcado por uma série de intempéries que assolaram nosso país”, disse a Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas (AICCOPN) na “Conjuntura da Construção – Informação Rápida”, divulgada hoje. O consumo de cimento, indicador usualmente associado ao nível de atividade do setor da construção, apresentou forte volatilidade ao longo dos três primeiros meses do ano, mas encerrou o trimestre com crescimento anual de 2,2%. Segundo a associação, no licenciamento municipal, os dados disponíveis até fevereiro apontam forte retração. O número total de licenças emitidas caiu 18,7% em relação ao mesmo período de 2025, com a redução mais acentuada na área licenciada para edifícios residenciais, que recuou 21,7%, enquanto o segmento não residencial registrou queda de 12,2%. Os custos de construção continuaram, por sua vez, a subir. Em fevereiro, o Índice de Custos de Construção de Casas Novas aumentou 4,7% na comparação anual, evolução impulsionada principalmente pelo componente de mão de obra, que avançou 8,2%, enquanto os preços dos materiais registraram alta mais moderada, de 1,7%. Segundo a associação, os dados disponíveis ainda não refletem, no entanto, os impactos do agravamento da tensão geopolítica no Oriente Médio, nomeadamente do conflito no Irã, sobre os custos das matérias-primas e da energia. No plano financeiro, o setor mostrou sinais de resiliência, já que, segundo o Banco de Portugal, o ‘stock’ de crédito às empresas da construção aumentou 11,2% em março, para 7,2 bilhões de euros. Ao mesmo tempo, o crédito vencido recuou 9,2%, em contraste com o aumento de 4,1% observado no conjunto das empresas nacionais. O mercado de obras públicas também registrou contração no primeiro trimestre, com o montante de licitações promovidas totalizando 1.982 milhões de euros, 26% a menos que no mesmo período de 2025. Já os contratos celebrados somaram 956 milhões de euros, traduzindo uma queda anual de 27%. Leia Também: Itamaraty brasileiro vai a Moscou acelerar fornecimento de fertilizantes

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