Ministro confia que não haverá défice mas admite que será

“O Governo não desiste do objetivo de equilíbrio orçamental”, disse Castro Almeida, acrescentando que é “muito difícil” devido aos 2.000 milhões de euros de despesa pública prevista para minorar a destruição causada no início do ano, no centro de Portugal continental, pela tempestade Kristin. A Comissão Europeia antecipa que Portugal passará de superávit a um déficit de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, com o impacto do apoio governamental após tempestades e reduções de impostos. Nesta quinta-feira, o primeiro-ministro desdramatizou as previsões dizendo que há uma estrutura do poder público “forte o suficiente” para contrariar essa previsão. “Eu mesmo já tinha antecipado que este ano seria um ano mais difícil do que a gente vislumbrava. Mas quero dizer a vocês que confio que em 2026 vai acontecer o que aconteceu em 2025 e já tinha acontecido em 2024: mesmo com essas previsões, vamos chegar ao final do ano e vamos superar um exercício que é legítimo e normal de antecipação do que ainda não aconteceu”, observou. O ministro da Economia e Coesão Territorial esteve hoje de manhã no plenário da Assembleia da República, em Lisboa, respondendo a perguntas dos deputados. Questionado sobre quando o Governo avançará com o processo legislativo para taxar os lucros extraordinários das empresas de energia, pois foi anunciado mas ainda não avançou, Manuel Castro Almeida disse que o Governo ainda não adotou a proposta e que assim que for aprovada em Conselho de Ministros será enviada ao parlamento. Leia Também: Parlamento aprova proposta do Chega sobre Dia da Defesa Nacional



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