BPI contratou 1.300 milhões em crédito com garantia do

O BPI contratou 1.300 milhões de euros em crédito à habitação ao abrigo da garantia pública, num total de 6.600 contratos, anunciou hoje o banco, na apresentação dos seus resultados no primeiro trimestre de 2026. Os números foram divulgados pelo presidente do banco, João Pedro Oliveira e Costa, em Lisboa. Segundo o oficial, o banco não tem tido “nenhum problema digno de ser notado” e saudou a iniciativa. “Achamos que é uma medida que faz sentido porque é muito difícil hoje em dia para um jovem ter o sonho de adquirir uma casa sem um apoio desse nível, por isso estamos de acordo com essa medida”, disse o banqueiro. Questionado sobre a possibilidade de o regulador colocar mais entraves à contratação de crédito para o cumprimento das medidas macroprudenciais, João Pedro Oliveira e Costa apontou que o banco não tem, neste momento, qualquer problema neste crédito frente ao restante do mercado. Ao mesmo tempo registrou que os problemas no passado foram no mercado imobiliário e não necessariamente no mercado de habitação — “que são coisas diferentes”. “Continuaremos a garantir sempre o cumprimento de todas as regras de supervisão que nos são solicitadas e impostas e, por isso, nesta matéria estamos tranquilos”, acrescentou. Já sobre os desafios do mercado de habitação, o banqueiro defendeu uma “industrialização da construção” que permitira aumentar o volume de construção de casas. Segundo dados divulgados na semana passada pelo Banco de Portugal (BdP), os bancos portugueses usaram até março 62% do valor total atribuído pelo Estado no âmbito da garantia pública para compra de casa por jovens de até 35 anos. No total, foram assinados 32.338 contratos, com um valor de 6.548 milhões de euros desde o início do ano passado sob esse programa, que permite ao Estado, como fiador, garantir até 15% do valor da transação. Após 15 meses desse programa, o regime foi responsável por 24,3% do total de contratos e de 27,8% do valor total contratado, tendo sido garantidos 905 milhões de euros. Leia também: Bruno Fernandes explica ‘estouro’ sem Amorim: “Carrick não me quer preso”



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