BCE considerou que dez bancos da zona euro tinham provisões

BCE considerou que dez bancos da zona euro tinham provisões

O BCE informou hoje que 14 bancos apresentavam alto risco de alavancagem excessiva, ou seja, endividamento excessivo para investir, mais um banco do que na revisão de 2024. Por isso, o BCE vai exigir aos 14 bancos que aumentem o seu capital acima do requisito de rácio de alavancagem obrigatório mínimo de 3% que exige a todos os bancos. Este requisito, que é específico para cada banco e indica o nível de capital que o BCE espera que o banco mantenha, é juridicamente vinculativo e, se o banco não o cumprir, o BCE pode sancioná-lo. A entidade publicou os resultados do processo de revisão e avaliação supervisora ​​de 2025 que realizou aos 105 bancos mais importantes da zona euro. Os resultados mostram que os bancos da zona euro têm posições de capital e liquidez robustas, bem como uma forte rentabilidade, segundo o BCE. O BCE mantém estáveis ​​para 2026 as exigências de capital de nível 1 ordinário (CET1) em 11,2%, que é o capital de máxima qualidade e inclui ações, lucros não distribuídos e outras reservas. Os bancos devem manter capital suficiente para cobrir perdas imprevistas decorrentes dos riscos que têm nas suas carteiras. Da mesma forma, o BCE publicou as prioridades de supervisão entre 2026 e 2028, que se concentrarão nos riscos geopolíticos para os bancos, como o impacto da guerra comercial dos Estados Unidos na banca europeia. “Os bancos europeus continuam a operar num ambiente desafiante caracterizado pelo aumento dos riscos geopolíticos, bem como pela mudança dos modelos de concorrência”, considera o BCE. A digitalização e o aumento dos serviços financeiros através de entidades que não são bancos aumentam a competitividade. A primeira prioridade que o BCE exige dos bancos é que permaneçam resilientes aos riscos geopolíticos e às incertezas macrofinanceiras, com padrões de crédito saudáveis, capital suficiente e uma gestão adequada dos riscos climáticos. A segunda é que os bancos façam uma boa gestão dos riscos operacionais para remediar as deficiências. Leia Também: Privatização na mira das autoridades: O essencial sobre as buscas na TAP

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