Abaixo-assinado em defesa das pensões dos bancários tem

Abaixo-assinado em defesa das pensões dos bancários tem

“Em cerca de 15 dias, o SNQTB alcançou as 7.500 assinaturas necessárias para levantar a discussão no parlamento do tema das pensões dos bancários aposentados. No entanto, queremos mais assinaturas. Muitas mais!”, lê-se num comunicado divulgado hoje pelo sindicato. Em causa está o regime de conjugação entre as pensões previstas nas convenções coletivas de trabalho do setor bancário e as pensões atribuídas pela Segurança Social e pela Caixa Geral de Aposentações (CGA). Apesar de, em 2023, os bancos terem sido obrigados pela Justiça a corrigir a forma como calculavam o acerto previdenciário com base no princípio da proporcionalidade direta, o SNQTB considera que “ficaram sem solução questões fundamentais que continuam prejudicando financeiramente os bancários aposentados”, identificando “cinco injustiças” que “exigem correção”. Uma delas é que o valor a ser deduzido na pensão paga pela Previdência “não pode reduzir a responsabilidade exclusiva dos bancos pela pensão devida pelos anos de serviço até 31 de dezembro de 2010”, considerando o sindicato que “os bancos estão financiando os fundos de pensão com as pensões da Previdência Social, pagando aos aposentados menos do que deveriam em face da pensão devida quanto ao tempo de serviço até 2010, inclusive”. O segundo ponto defendido pelo SNQTB é que o acerto entre o benefício do INSS e o benefício pago pelo banco deve ter como limite máximo o valor correspondente a carreiras com antiguidade igual ou superior a 35 anos de serviço. Além disso, a estrutura sindical exige que a bonificação da pensão da Previdência “deve reverter integralmente para o bancário aposentado”, considerando que os bancos “estão se apropriando, em parte ou no todo”, desse valor, “sem que na banca haja bonificação das aposentadorias por carreiras longas”. Já no que diz respeito ao acerto das atualizações ordinárias das aposentadorias previdenciárias, o sindicato entende que “deve respeitar a regra de responsabilidade exclusiva dos bancos e a regra da proporcionalidade, não devendo reverter integralmente” às ​​instituições bancárias. Por fim, o SNQTB reclama que “as atualizações extraordinárias atribuídas pelos regimes públicos, tendo por finalidade um apoio aos aposentados, deverão reverter integralmente aos bancários aposentados”. O abaixo-assinado em andamento será entregue ao Governo, à Assembleia Legislativa e à Presidência da República. O SNQTB afirma estar convencido de que é possível “ir além” até o final de junho, período em que ainda ocorre o período de coleta ativa de assinaturas, que podem ser enviadas para o ‘email’ (email protected). Segundo ele ressalta, o objetivo é “mostrar aos portugueses e às instituições a capacidade de mobilização dos bancários”, ativos e aposentados, sócios e não sócios do sindicato. “Os bancários aposentados têm que receber integralmente as pensões e atualizações que lhes são devidas, evitando apropriações indevidas pelos bancos”, finaliza. Leia Também: Ministra diz que reforma trabalhista defende conciliação trabalho-família

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