Afinal, o que aconteceu aos combustíveis? Veja aqui os novos

Os preços dos combustíveis arrancaram esta semana com um comportamento diferente: a gasolina ficou ligeiramente mais barata, ao passo que o preço do gasóleo aumentou, de acordo com os valores médios atualizados, esta terça-feira, pela Direção-Geral de Energia e Geologia (DGEG). Contas feitas, a gasolina simples 95 passou de 1,694 euros por litro para 1,686 euros por litro entre sexta e segunda-feira, o que significa menos 0,8 cêntimos. Já o gasóleo simples passou de 1,522 euros por litro para 1,542 euros por litro no mesmo período, mais dois cêntimos. As previsões, recorde-se, apontavam para uma subida de dois cêntimos no caso do gasóleo e para uma descida de dois cêntimos no caso da gasolina. Governo promete: Reversão do desconto no ISP será “mais gradual possível” A eliminação do desconto em vigor no Imposto sobre os Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP) em 2026 será feita de forma “o mais gradual possível” para não afetar o preço final dos combustíveis, garantiu o ministro das Finanças. O preço do gasóleo deverá subir dois cêntimos, ao passo que a gasolina deverá descer dois cêntimos esta segunda-feira. Saiba quais são os postos mais baratos para poupar algum dinheiro no momento de atestar o depósito do carro. Beatriz Vasconcelos | 07:40 – 27/10/2025 No debate da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública no parlamento, o ministro Joaquim Miranda Sarmento lembrou que a reversão do apoio do Estado é uma obrigação da Comissão Europeia, por estar em causa um “desconto temporário que foi criado em 2022”, quando, no início da guerra da Ucrânia, o barril de petróleo “chegou a 120-130 dólares, sendo que hoje está a 60 dólares”. “A reversão do desconto do ISP será sempre o mais gradual possível, de forma a não ter impacto no preço final da gasolina e do gasóleo”, assegurou Miranda Sarmento, quando questionado pelo deputado do Chega Pedro Pinto sobre se a reversão será gradual ou se haverá corte na totalidade, de 100%, no desconto. O ministro lembrou que desconto é temporário, por natureza, e insistiu que a sua eliminação irá ser feita, “daquilo que for possível”, procurando “proteger aquilo que é o preço dos combustíveis na bomba de gasolina”. “Com exceção de Espanha, Portugal não tem combustíveis muito mais altos do que a maioria dos países da zona euro”, disse. No parecer à proposta orçamental, divulgado na semana passada, o Conselho das Finanças Públicas (CFP) estima que a eliminação do desconto em vigor no ISP e a atualização da taxa de carbono, a confirmarem-se, trarão uma receita adicional para os cofres do Estado de 1.132 milhões de euros. Portugal manteve-se, no terceiro trimestre deste ano, entre os países da União Europeia (UE) com os preços de combustíveis mais elevados, com uma carga fiscal superior à média comunitária, segundo dados divulgados hoje pela ERSE. Lusa | 15:11 – 24/10/2025 Leia Também: Combustíveis com mudanças hoje: Onde custam menos e a promessa do Governo



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