Água? “Pouca, mas vai havendo”. Supermercados estão a

Água? "Pouca, mas vai havendo". Supermercados estão a

Há supermercados que estão a racionar bens essenciais nas zonas mais afetadas pela depressão Kristin. É esta gestão, por exemplo, que vai permitindo que ainda exista água nas prateleiras em Paredes da Vitória, Alcobaça. “Estivemos cá na madrugada do temporal e percebemos que a devastação era enorme. Os acessos estão melhores agora, mas falta um pouco de tudo, falta água, fata luz, comunicações. Os supermercados só hoje é que começaram a reabrir e só aceitam dinheiro. E racionam os artigos que podem vender e dispensar às pessoas, garrafas de água, por exemplo, bens essenciais”, disse Rui Claro, um familiar de moradores daquela região que se deslocou até ao local para ajudar, em declarações à SIC. É esta gestão que vai permitindo que ainda se encontre água nas prateleiras: “(Há) pouca, mas vai havendo porque está a ser racionada”, disse Rui Claro, apontando que o mesmo se passa com os combustíveis. Na opinião de Rui Claro, “o país acordou um bocado tarde para esta realidade, as pessoas estão sem informação, as forças de segurança, autarquias, juntas de freguesia estão assoberbados e os meios não são suficientes. É um cenário de guerra”. APED confirmou constrangimentos A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição (APED) registou, devido à passagem da depressão Kristin, constrangimentos “pontuais” no transporte de mercadorias e o encerramento temporário de seis supermercados em Leiria, Figueira da Foz e Marinha Grande. A Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição informa ainda que houve o “encerramento temporário de 6 das 41 lojas dos associados da APED nos concelhos de Leiria, Figueira da Foz e Marinha Grande”. Beatriz Vasconcelos | 15:33 – 29/01/2026 Assim, a APED indicou que regista “constrangimentos pontuais no transporte de mercadorias e no encerramento temporário de 6 das 41 lojas” dos seus associados nos concelhos de Leiria, Figueira da Foz e Marinha Grande. Segundo a associação, foram “de imediato acionadas medidas para minimizar esta situação”, estando as populações afetadas a ser “devidamente encaminhadas”, com acesso a informação afixada nos espaços comerciais encerrados, para as lojas mais próximas em funcionamento. A APED assegurou que os constrangimentos são localizados, rejeitando “qualquer rutura da cadeia de abastecimento alimentar no País”, incluindo nas regiões mais atingidas, garantindo que está “acautelada a resposta às necessidades das populações”. Mais de 50% das freguesias afetadas em Leiria e Coimbra Mais de 50% das freguesias dos distritos de Leiria e Coimbra foram afetadas pela depressão Kristin, revelou hoje a Associação Nacional de Freguesias (Anafre), relatando “muitos estragos” em habitações, empresas e áreas florestais. “Há muitas juntas de freguesia, como não podia deixar de ser, a desenvolver trabalhos para proteção, salvaguardando bens e até casas das pessoas”, afirmou o presidente da Anafre, Jorge Veloso (PS), em declarações à agência Lusa. Realçando que as freguesias têm um “conhecimento profundo” do território, Jorge Veloso sublinhou que as juntas são “a primeira porta que se abre para que possa haver, para as populações, uma resposta rápida”, apesar de terem meios reduzidos em comparação, por exemplo, com as câmaras municipais e as comunidades intermunicipais. Leia Também: Governo reconhece dimensão “brutal” dos prejuízos e admite apoio europeu

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