Apoio de 10 mil euros para reconstrução de casas com 34 mil

Apoio de 10 mil euros para reconstrução de casas com 34 mil

Segundo Paulo Fernandes, nas duas principais comissões de coordenação e desenvolvimento regional – Centro e Lisboa e Vale do Tejo – deram entrada 9 mil candidaturas. “Mais de 6 mil no caso na CCDR do Centro e cerca de 3 mil no caso da CCDR de Lisboa e Vale do Tejo. E temos mais de 25 mil pré-inscritas, ou seja, já estamos falando de um universo de 34 mil candidaturas”, indicou. O Conselho Intermunicipal da CIM Região de Leiria, se reuniu no final do dia em Pombal, com a presença do coordenador da Estrutura de Missão, tendo como ponto central da agenda o debate sobre a situação de calamidade na região. Após o período da pauta da reunião, Paulo Fernandes informou que também foram acionadas 66 mil apólices de seguro. “Conseguimos que muitas das seguradoras usassem o método de adiantamento por estimativa e não com o fechamento de milhares e milhares de processos, porque são 66 mil apólices que já foram acionadas”, acrescentou. Dessas 66 mil apólices acionadas, “cerca de 8 mil são de empresas” e o restante de residências de pessoas físicas. “Ora, a taxa de casas asseguradas em termos de habitação, em Portugal, é 53%. Por isso, não é preciso, obviamente, estarmos aqui há muito tempo para perceber que o universo do que estamos a falar é seguramente superior a 100 mil habitações danificadas”, admitiu. Aos jornalistas, o ex-presidente da Câmara Municipal do Fundão compartilhou que uma das questões que o preocupa são as casas com danos superiores a 10 mil euros. “Aqueles que tiveram suas moradias destruídas, que estão desalojados, muitos deles institucionalizados”, alegou, enaltecendo a “resposta incrível” de todo o sistema local, prefeituras, comunidades intermunicipais e Previdência Social. Para esse segmento, com danos muito superiores a 10 mil euros, “é preciso também desenhar como essas habitações podem vir a ser apoiadas”, com programas mais estruturais. Dezesseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que também causaram muitas centenas de feridos e desalojados. A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do tempo. As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas. O governo prorrogou a situação de calamidade até o dia 15 para 68 municípios e anunciou medidas de apoio de até R$ 2,5 bilhões. Leia Também: Estrutura de Missão diz que “perímetro do dano não para” em Leiria

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