Turismo “é veículo” para país poder ser cada vez melhor

Carlos Abade falava no âmbito do tema do 35º Congresso Nacional AHP, organizado pela Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), que aconteceu no Porto desde quarta-feira até hoje e com mais de 450 inscritos. O mote do debate dos agentes do setor foi, então, “Wake Up Call: Despertando para a Mudança”. “A transformação já começou. Este despertar para a mudança que nestes três dias foi aqui debatido. Este ciclo efetivamente já começou. Olhem para trás, agora por força da bolsa de empregabilidade que está a fazer dez anos, e olhando para há dez anos, não sei se têm esta noção: as receitas do turismo eram 12,8 mil milhões de euros (…), agora, em 2025, passados dez anos, chegámos quase aos 30 mil milhões de euros. Isto são 120% a mais”, disse Carlos Abade. Enaltecendo os números – o turismo representa hoje mais de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) e conta com “quase 500 mil profissionais”, o responsável defendeu que “é um orgulho para Portugal e para os portugueses poder contar com um setor que é um ativo tão estratégico” para o país. Na quarta-feira, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) também considerou, no Porto, que o setor “está saudável”, embora os vários desafios, evocando a alta das receitas turísticas para o recorde de 29,4 bilhões de euros. Na ocasião, Francisco Calheiros lembrou que dados do Banco de Portugal (BdP) apontam, assim, para um crescimento das receitas turísticas em 6,1% em 2025, superando os 27,7 bilhões de euros registrados em 2024. Hoje, Carlos Abade ainda lembrou que Portugal “tem a responsabilidade de ser o 12º destino mais competitivo do mundo”. “Tem a responsabilidade de ter uma ambição enorme. É essa responsabilidade que está em cima de todos nós (…), com a capacidade que o setor tem de transformar Portugal (…). Essa mudança já começou: crescer com mais valor em vez de volume, crescer com mais equilíbrio, crescer com mais impacto. O turismo é um veículo, não um fim em si mesmo. Um veículo para que, de fato, possamos criar condições para que o país seja cada vez melhor, para que as pessoas possam viver cada vez melhor”, ressaltou. De olhos no futuro e admitindo que “para frente, o caminho é crescer, continuar crescendo”, Carlos Abade também mencionou o que chama de aceleradores DE transformação: conhecimento, tecnologia e inteligência artificial e a cooperação estratégica. “A dimensão do conhecimento tem que ser cada vez mais uma preocupação nossa. A tecnologia, a inteligência artificial. O que a tecnologia pode nos ajudar a ser cada vez melhores, a intervir cada vez mais no que é rentabilidade, na produtividade das empresas, mas também no que é a gestão cada vez mais inteligente dos territórios e da cooperação estratégica”, acrescentou. “Quanto mais cooperarmos, quanto mais nos relacionarmos, quanto mais conseguirmos desenvolver soluções que sejam internacionais, será cada vez melhor e com uma velocidade cada vez maior em termos de crescimento”, concluiu. Leia Também: Reforço da TAP na rota Lisboa-Porto é uma “boa notícia”



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