Associação Empresarial de Pombal alerta para “muitos postos

Associação Empresarial de Pombal alerta para "muitos postos

Em declarações à agência Lusa, Horácio Mota salientou que “todos foram afetados” pelo mau tempo, mas “existem centenas de microempresas e pequenas empresas, principalmente nas aldeias, pequenos comércios, pequenos serviços, pequenas indústrias, que estão há 15 dias sem luz”, pelo que se encontram “gravemente afetadas”. “Temos entrado em contato com nossos associados, mas é muito difícil porque eles nem têm comunicações”, disse Horácio Mota, ressaltando que “há muitos empregos em risco” e as atividades comercial e industrial vão “ter muitas dificuldades” para reiniciar. Para o empresário, esse “pequeno grande setor de atividade que está nas aldeias está sendo muito afetado e muito esquecido”. O presidente da associação considerou que a depressão Kristin causou “uma situação mesmo de calamidade” no tecido econômico daquele município do distrito de Leiria. Sobre os apoios anunciados pelo Governo, Horácio Mota antecipou que se não chegarem, no entanto, “muitas empresas não vão conseguir voltar a ter atividade, porque há 15 dias não faturam”. “Há apoios que, na minha modesta opinião, até são robustos”, disse, concretizando com os do Instituto do Emprego e Formação Profissional e da Segurança Social, e acrescentando “as linhas de crédito, que são boas, têm uma taxa de juro baixa”. Contudo, “vai criar dívida em empresas que estão com muitas dificuldades”, lamentou, defendendo que tem de haver “um contrabalanço também com algumas medidas a fundo perdido para ajudar estas empresas, no mínimo dos mínimos, para pagar os alugueres dos geradores e para pagar o gasóleo, e outras despesas que tiveram com a reconstrução das suas instalações”. “Mas eu vejo um cenário muito caótico no futuro, acrescentou Horário Mota. A Associação Empresarial do Concelho de Pombal tem 580 associados. Já num comunicado enviado à agência Lusa na quarta-feira, a AECP adiantou que, “passados vários dias sobre a tempestade Kristin, dezenas ou mesmo centenas de empresas continuam sem fornecimento de energia elétrica e comunicações, uma ‘negligência’ que ameaça o encerramento definitivo de unidades produtivas e a destruição de centenas de postos de trabalho”. Citado na nota, Horácio Mota classificou a resposta das entidades competentes como “insuficiente e desajustada da realidade”. “Estamos perante uma catástrofe econômica silenciosa”, avisou a AECP, que exigiu o restabelecimento imediato da rede elétrica em todas as aldeias do concelho, esclarecimentos públicos por parte da E-Redes sobre o cronograma real de intervenção e “intervenção assertiva e forte do Governo para a reposição da normalidade”. Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados. casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fechamento de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e enchentes são as principais consequências materiais do temporal As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

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