“Atividades produtivas”. Estrangeiros em Portugal “estão a

O responsável apontou que houve um “grande afluxo de imigração nos últimos anos, a maior parte dos quais trabalhadores por conta de outrem”, na apresentação do boletim económico de março, em Lisboa. Segundo o boletim, em 2025, cerca de 1,13 milhão de estrangeiros estavam registrados na Previdência Social, sendo quase que integralmente empregados ou autônomos. No que diz respeito às nacionalidades, o estudo conclui que 38% das entradas de indivíduos estrangeiros em Portugal foram de cidadãos com nacionalidade brasileira, seguidos pelos indivíduos dos países do sul da Ásia — Índia, Bangladesh, Nepal e Paquistão — com cerca de 19%, e os dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), com 14%. Quanto aos setores de atividade, entre 2010 e 2024, cerca de 20% dos trabalhadores ingressaram em empresas das atividades administrativas e dos serviços de apoio, 18% no alojamento e restauração, 15% na agricultura e pesca e 14% na construção. Já o comércio representou 10% das entradas e a indústria cerca de 7%. O governador salientou que a conclusão do estudo é que “os trabalhadores estrangeiros estão (em Portugal para trabalhar, estão a fazer trabalho em várias atividades”, independentemente da nacionalidade. Destacou ainda que entre os imigrantes há menos prestações sociais e pensões do que para os nacionais, são indivíduos que rondam os 33 anos e estão envolvidos em várias atividades. Questionado sobre que políticas imigratórias deviam ser aplicadas, Santos Pereira apontou que “talvez valha a pena ter uma política ativa de imigração, tentar identificar ex-ante os setores” em que há mais necessidades e tentar atrair pessoas nesses setores. “Também é importante, como em outros países, tentar atrair mais imigrantes com bacharelado, mestrado, doutorado”, disse.



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