Cabo-verdianos aumentam compras de gás, empresa do setor

“Não há, neste momento, motivos para alarme. O aprovisionamento de gás butano no país decorre com normalidade, encontrando-se assegurados os reabastecimentos junto aos fornecedores internacionais”, disse a Vivo Energy Cabo Verde, em comunicado, indicando que “a percepção de escassez tem sido influenciada pelo contexto geopolítico internacional”. A situação levou a “um aumento anormal da demanda em algumas ilhas”. “Ainda que compreensível, essa percepção tem impacto direto no funcionamento eficiente da cadeia de distribuição nacional”, por isso a empresa “apela para um consumo responsável, ajustado às necessidades reais de cada domicílio e operador econômico”. “Estão em curso medidas para reforçar a eficiência da distribuição e garantir a reposição gradual da normalidade em todo o território nacional”, concluiu. Na terça-feira, a Associação para a Defesa do Consumidor de Cabo Verde (ADECO) defendeu melhorias na comunicação e distribuição de gás entre as ilhas. “Já vimos (falta de gás butano) nas ilhas de São Nicolau, Fogo, Boa Vista, depois chegou a Santo Antão e mais recentemente a São Vicente. A logística da distribuição não está sendo cumprida integralmente, daí a situação de aparente ruptura”, disse o presidente da associação, Nelson Faria, em declarações à Rádio de Cabo Verde (RCV). Em 26 de fevereiro, a Agência Reguladora Multissetorial da Economia (ARME) assegurou que o armazenamento de gás butano é suficiente para garantir o abastecimento do país, apesar de constrangimentos logísticos pontuais em algumas ilhas. A reguladora também confirmou ter recebido denúncias de suposto açambarcamento e venda acima do preço fixado, especialmente na ilha do Fogo, ressaltando que tais práticas são ilegais e estão sendo investigadas em articulação com as autoridades competentes. No dia 4 de março, o diretor-geral da petrolífera Enacol, Luís Flores, garantiu que o abastecimento de combustíveis está assegurado e que Cabo Verde não tem exposição direta à instabilidade no Irã, explicando que o país é abastecido principalmente por refinarias da costa ocidental africana e da Europa Ocidental. Leia Também: Irã: Conselho de Direitos Humanos debaterá bombardeio de escola



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