Atual situação de emprego é “oportunidade única” para

“Acho que seria bom chegarmos a um entendimento na Concertação Social sobre isto, e estamos num momento ótimo para encontrar esse entendimento. Estamos num momento de pleno emprego, se houvesse uma crise seria muito mais difícil chegar a um acordo”, considerou a líder da Sonae durante a conferência de imprensa de apresentação das contas de 2025 do grupo, que decorreu hoje na Maia (Porto). Para Cláudia Azevedo, essa é “uma oportunidade única (…) para discutir quais são os empregos do futuro, quais são as necessidades do emprego do futuro e como as partes podem se entender, porque todo mundo ganha com isso”. “O mundo está mudando muito, acho que nunca mudou tanto como está mudando agora, e o risco é não mudar. Então, eu olho para esse tema (da reforma trabalhista) não como um tema partidário ou ideológico, mas (antes) como vamos garantir melhores salários e mais empregos com maior valor agregado no portugal”, enfatizou. O Governo tem tido várias reuniões técnicas com as quatro confederações patronais (CIP, CCP, CTP e CAP) e a UGT para negociar as alterações à lei laboral, cujo processo está a ser discutido em sede de concertação social. A CGTP, que também tem assento nesta sede e chegou a apresentar uma contraproposta em reunião bilateral em 3 de setembro, não tem sido convocada para as reuniões técnicas, com o executivo argumentando que a central sindical se colocou à margem das negociações desde o início ao pedir a retirada da proposta da discussão. O anteprojeto de reforma, chamado “Trabalho XXI”, foi apresentado pelo Governo (PSD e CDS-PP) em 24 de julho de 2025 e contempla mais de 100 alterações ao Código do Trabalho, que visam desde a área da parentalidade, passando pelos despedimentos e até ao alargamento dos prazos dos contratos ou dos setores que passam a estar abrangidos por serviços mínimos em caso de grave. As mudanças propostas pelo governo em julho mereceram um ‘não’ das centrais sindicais, que consideram as mudanças um ataque aos direitos dos trabalhadores. Já as confederações empresariais aplaudiram a reforma, ainda que tenham dito que há espaço para melhorias. Com ou sem acordo na concertação social, a ministra do Trabalho já sinalizou a intenção de submeter a proposta de lei no parlamento, ainda que não se comprometa com uma data concreta. Leia Também: Lei trabalhista? “Quando tiver proposta concreta poderei me pronunciar”



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