Autoridades de Saúde Procuram Novos Parceiros Para Reforçar

Autoridades de Saúde Procuram Novos Parceiros Para Reforçar

advertisement As autoridades sanitárias estão à procura de novos parceiros com vista a reforçar a construção de infra-estruturas e o saneamento básico nas unidades sanitárias, sobretudo nas zonas rurais, onde se regista maior procura pelos serviços de saúde, informou esta quarta-feira, 20 de Agosto, a Agência de Informação de Moçambique. De acordo com o órgão, a informação foi tornada pública em Maputo por Felismina Massingue, representante do Departamento de Saúde Pública no Ministério da Saúde (MISAU), durante um workshop de apresentação do ‘Policy Paper’ sobre a provisão de serviços de Água, Saneamento e Higiene (ASH) nas unidades sanitárias, com enfoque para as províncias de Niassa, Gaza e Maputo. Segundo a responsável, a iniciativa visa garantir serviços de saúde de qualidade em locais onde há défice de infra-estruturas e escassez de água potável, um problema que continua a afectar grande parte das unidades sanitárias localizadas fora dos centros urbanos. “As nossas unidades sanitárias localizam-se, na sua maioria, em zonas rurais, onde temos défice de infra-estruturas e de saneamento básico. Neste caso, falta-nos já água”, declarou a responsável. Apesar dos desafios persistentes, a representante do MISAU destacou que, com o apoio de parceiros de cooperação, têm sido registados avanços significativos. “Temos agora parceiros que têm estado a apoiar o Ministério da Saúde nesta questão de infra-estruturas, porque, para termos a gestão adequada dos resíduos sólidos, é pertinente que primeiro existam condições básicas”, explicou. Felismina Massingue mostrou-se optimista quanto ao futuro, afirmando que os estudos realizados por organizações parceiras trarão melhorias substanciais à prestação de cuidados de saúde nas áreas mais recônditas do País. Por sua vez, Dulce Marrumbe, directora de Advocacia e Comunicação da WaterAid, afirmou que um estudo conduzido nas províncias de Niassa, Gaza e Maputo revela uma situação ainda preocupante no que respeita ao abastecimento de água, acesso ao saneamento e higiene nas unidades sanitárias. A iniciativa visa garantir serviços de saúde de qualidade em locais onde há défice de infra-estruturas e escassez de água potável “Estamos a falar de blocos sanitários, onde tanto o pessoal de saúde como os utentes permanecem por muito tempo sem água e sem blocos sanitários seguros”, sublinhou. Dados recentes de uma plataforma conjunta da UNICEF e da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que apenas 56% das unidades sanitárias no País têm acesso a água potável e 43% a saneamento básico adequado. Face a este panorama, Dulce Marrumbe salientou que a WaterAid está a trabalhar com o MISAU na construção de infra-estruturas com acessos seguros, também adaptadas a pessoas com necessidades especiais, beneficiando não só as unidades sanitárias mas igualmente as comunidades vizinhas. “As doenças que mais causam a morte de crianças menores de 5 anos, como a malária, diarreias, surtos de cólera e mesmo a Mpox, ainda não considerada emergência, estão intimamente ligadas à questão de água, saneamento e higiene”, advertiu. O encontro contou com a participação de representantes do Governo, parceiros de cooperação, sociedade civil, profissionais de saúde e especialistas da área, e teve como objectivo promover o debate nacional sobre a integração urgente dos serviços de ASH nas políticas e planos do sector da saúde, com a meta de garantir que nenhuma unidade sanitária funcione sem condições básicas de higiene e saneamento.advertisement

Publicar comentário