Autoridades de Saúde Reforçam Combate à Malária Com Nova
a d v e r t i s e m e n tMoçambique, África do Sul e Essuatíni renovaram o compromisso conjunto de eliminar a malária, com o lançamento de uma nova fase da iniciativa regional MOSASWA, apoiada por um financiamento global de 24 milhões de dólares e com metas concretas de redução da doença no sul do País.
Segundo um comunicado, a estratégia, apresentada em Maputo, aposta numa abordagem transfronteiriça para travar a propagação da malária, reconhecendo que a mobilidade populacional, os fenómenos climáticos extremos e a circulação de parasitas continuam a dificultar o controlo da doença na região.
O ministro da Saúde, Ussene Isse, destacou os avanços já alcançados em Moçambique, referindo reduções significativas de casos, nomeadamente 65,5% na província de Maputo, 94,3% em Gaza e 58,1% em Inhambane. “Com o reforço da iniciativa MOSASWA, visamos acelerar a redução da incidência em 40% até 2028 e atingir a eliminação ao nível distrital em áreas-chave”, afirmou.
Financiamento e resposta coordenada
A nova fase do programa combina 8 milhões de dólares do Fundo Global, 12 milhões da Fundação Gates e 5,5 milhões da organização Goodbye Malaria, num modelo de financiamento conjunto que pretende aumentar a eficácia das intervenções.
Segundo Sherwin Charles, responsável da Goodbye Malaria, “a iniciativa MOSASWA demonstra que eliminar a malária exige mais do que acção nacional — exige coordenação eficaz entre países e alinhamento dos investimentos.”
O modelo aposta em intervenções dirigidas, reforço da vigilância epidemiológica e maior cobertura das populações vulneráveis, sobretudo em zonas fronteiriças e comunidades móveis.
Impacto directo em Moçambique
Moçambique continua a ser o país com maior incidência de malária na região, o que torna central a sua participação no programa. De acordo com parceiros da iniciativa, os esforços conjuntos já permitiram reduzir significativamente os casos no sul do território e diminuir em quase 50% os casos importados para países vizinhos.
“A iniciativa MOSASWA demonstra que eliminar a malária exige mais do que acção nacional — exige coordenação eficaz entre países e alinhamento dos investimentos“Sherwin Charles
Luís Fortunato, responsável regional da Goodbye Malaria, sublinhou que “a cooperação entre Moçambique, Essuatíni e África do Sul é essencial para travar a transmissão e impedir a importação de casos”, defendendo uma resposta coordenada e contínua.
Pressão climática agrava riscos
O lançamento da nova fase do MOSASWA ocorre num contexto de agravamento dos riscos associados às alterações climáticas. Após as cheias registadas no início de 2026, o Fundo Global disponibilizou 2,1 milhões de dólares adicionais para acções de emergência em Maputo e Gaza, incluindo pulverização intradomiciliária e controlo de larvas.
Estas intervenções visam conter o aumento do risco de transmissão em áreas afectadas por inundações e deslocações populacionais.
Parcerias e papel do sector privado
O programa conta também com o envolvimento do sector privado, que contribui com financiamento, inovação e capacidade operacional. A participação de empresas e organizações como a Goodbye Malaria reforça a mobilização de recursos e a sustentabilidade das acções no terreno.
Para Peter Sands, responsável do Fundo Global, “a acção coordenada, como a que o MOSASWA representa, pode salvar vidas e reforçar os esforços de eliminação”, apontando o modelo como referência para outras regiões.a d v e r t i s e m e n t



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