Moody’s diz que Macau poderá acelerar esforços para

Em um relatório divulgado hoje, a Moody’s disse que “o perfil de crescimento de Macau pode se beneficiar de um progresso mais rápido em direção à diversificação econômica do que o atualmente previsto”. Há décadas, a região chinesa, capital mundial do jogo, tenta diminuir a dependência dos cassinos, apostando, entre outros setores, em serviços financeiros entre a China e os países de língua portuguesa. Segundo dados oficiais, o benefício econômico do jogo representou quase metade de todo o Produto Interno Bruto de Macau em 2025. Se os cassinos se juntarem ao turismo, então esse setor reúne 74,1% da economia local. A Moody’s argumentou que a “alta dependência de um único setor” gera “uma volatilidade significativa no crescimento”, até porque o negócio de cassinos pode “diminuir gradualmente em conjunto com um crescimento econômico mais fraco na China continental no longo prazo”. A agência também disse que a diversificação da economia enfrenta obstáculos, incluindo a “escassez de mão de obra qualificada” e os desafios demográficos de Macau relacionados ao envelhecimento da população. O desemprego ficou em 1,7% no fim de fevereiro, enquanto a taxa de fecundidade voltou a cair no ano passado, para um novo mínimo histórico, depois que a região chinesa registrou em 2024 a menor taxa do mundo. Em um comunicado, a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) ressaltou que a Moody’s manteve o ‘rating’ da região em ‘Aa3’, o quarto nível mais alto, e melhorou a perspectiva de ‘negativa’ para ‘estável’. A Moody’s lembrou que Macau é a única jurisdição sem qualquer dívida externa e que tinha, no final de janeiro, uma reserva financeira no valor de 673,8 bilhões de patacas (72,2 bilhões de euros). Além disso, a AMCM ressaltou “a estreita ligação econômica” entre Macau e a China continental, onde “a robustez macroeconômica e a solidez das finanças públicas” têm demonstrado “alta resiliência diante de choques externos”. No entanto, a Moody’s apontou como um risco para o ‘rating’ da região semiautônoma “uma intensificação dos laços políticos e institucionais” com a China continental. Algo que “provavelmente reduziria a eficácia das políticas econômicas ou fiscais em Macau, também poderia levar a uma queda na classificação” do território, explicou a agência. Leia Também: Deputados pedem que Macau subsidie transporte diante da alta do petróleo



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