BCP vê impactos limitados da guerra nos negócios dos

BCP vê impactos limitados da guerra nos negócios dos

“Ainda não estamos vendo nenhum impacto material da crise no que diz respeito à rentabilidade do negócio de nossos clientes. Até agora, não está acontecendo”, disse o diretor financeiro do Millennium BCP, Miguel Bragança, em uma ‘call’ com analistas. “O fato de Portugal ter uma grande parte de sua energia de fontes renováveis ​​é, para nós, motivo de conforto”, acrescentou, apontando que Portugal tem uma importação limitada de petróleo e gás do Golfo Pérsico, cuja exportação está sendo impactada devido ao bloqueio do estreito de Ormuz. O oficial admitiu que se a guerra travada pelos Estados Unidos e Israel contra a República Islâmica do Irã se prolongar, “o impacto pode ser exponencial”. “Se houver um problema, eu diria que, provavelmente, nossa economia sofrerá muito menos do que outras economias, mas é claro que se a situação continuar por muito tempo, o mundo todo sofrerá”, afirmou. No segmento de empresas, o Millennium BCP antecipa um crescimento de um dígito médio na contratação de créditos por empresas, mas sempre com a expectativa de alguma volatilidade, reconhecendo que alguns investimentos já foram adiados. O banco apresentou na quarta-feira lucros de 305,8 milhões de euros no primeiro trimestre, 25,6% a mais que nos três primeiros meses de 2025. Leia Também: Angola: FMI recomenda receitas petrolíferas para reduzir endividamento

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