Reservas Obrigatórias da Banca Subiram 20% em 2025 Para 4,1
O volume de reservas obrigatórias depositadas pelos bancos comerciais no Banco de Moçambique (BdM) aumentou cerca de 20% em 2025, atingindo 4,1 bilhões de dólares, segundo dados do mais recente relatório estatístico do banco central. Segundo o documento da instituição, o volume de compulsórios da banca comercial junto à autoridade monetária havia atingido, em dezembro de 2024, imediatamente antes da decisão de flexibilizar os coeficientes de compulsórios em janeiro de 2025, um máximo histórico equivalente a US$ 4,5 bilhões. Segundo o histórico apresentado no relatório, em novembro de 2025, o montante dessas reservas estava em cerca de US$ 3,4 bilhões, tendo registrado um aumento expressivo no mês seguinte, quando voltou a subir para aproximadamente US$ 4 bilhões, o maior nível observado ao longo de 2025. O relatório estatístico não apresenta explicações para esse crescimento acentuado no espaço de apenas um mês. As reservas obrigatórias dos bancos comerciais estavam fixadas pelo Banco de Moçambique no coeficiente de 10,5% para depósitos em moeda nacional e 11% para depósitos em moeda estrangeira no início de janeiro de 2023. Durante os primeiros seis meses desse ano, o banco central decidiu aumentar esses coeficientes por duas vezes, com o objetivo de “absorver a liquidez excessiva no sistema bancário, com potencial de gerar uma pressão inflacionária”, explicou então a instituição. O último desses aumentos ocorreu em junho de 2023, quando os coeficientes atingiram níveis historicamente altos: 39% dos depósitos em moeda nacional e 39,5% dos depósitos em moeda estrangeira passaram a ser imobilizados em reservas bancárias. Desde o final de dezembro de 2022, quando o volume dessas reservas correspondia a cerca de US$ 972 milhões, o montante depositado pelos bancos comerciais no banco central chegou a aumentar perto de 400% até o final de 2024. Diante da escassez de divisas no mercado interno, empresários moçambicanos defendiam desde 2024 a necessidade de o banco central aliviar os coeficientes de reservas obrigatórias em moeda estrangeira. A decisão acabou sendo tomada em 27 de janeiro de 2025, quando o Comitê de Política Monetária (CPMO) do Banco de Moçambique decidiu reduzir os coeficientes para 29% em moeda nacional e 29,5% em moeda estrangeira.



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