Bolsas europeias em alta apesar do aumento das tensões no

Por volta das 09h20 em Lisboa, o EuroStoxx 600 avançava 0,19%, a 599,58 pontos. As bolsas de Londres e Paris avançavam 0,36% e 0,26%, respectivamente, enquanto as de Madri e Milão se valorizavam 0,53% e 0,26%. Frankfurt era a exceção e caía 0,08%. A bolsa de Lisboa mantinha a tendência de abertura, com o principal índice, o PSI, avançando 0,69%, a 9.192,74 pontos. Na Ásia, a bolsa de Tóquio fechou mista diante da incerteza associada à guerra dos EUA e Israel contra o Irã e o impacto desta nos preços da energia devido ao fechamento do estreito de Ormuz, por onde transita grande parte do fornecimento mundial de petróleo, enquanto o índice de referência da bolsa de Xangai caiu 0,85%, o da de Shenzhen perdeu 1,87% e o Hang Seng de Hong Kong subia 0,17% quando faltava pouco para o encerramento da sessão, Por sua vez, os futuros de Wall Street apontam neste momento para quedas, que são de 0,54% para o Nasdaq e 0,41% para o Dow Jones. Na segunda-feira, Wall Street fechou em alta com o Nasdaq em alta de 1,22% e o Dow Jones em 0,87%. Nas últimas horas, foi confirmado que o Irã continua permitindo a passagem pelo estreito para certos navios associados aos interesses iranianos. Nas últimas 24 horas, cerca de 12 navios passaram pelo estreito, com destinos como China ou Paquistão, o que reafirma o controle iraniano de Ormuz. Nesse contexto, a esta hora, o preço do petróleo Brent, referência na Europa, para entrega em maio, subia 3,45%, a US$ 103,90, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, sobe 4,23%, a US$ 97,41, apagando as quedas de segunda-feira diante da expectativa de que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciasse uma coalizão de países para escoltar barcos pelo estreito de Ormuz. Nesse sentido, países como Japão, Austrália ou Alemanha rejeitaram formar parte dela. O gás natural para entrega em abril no mercado TFF dos Países Baixos, referência na Europa, também se valorizava para 52,305 euros por megawatt-hora (MWh), contra 50,887 euros na segunda-feira. Na sessão de hoje, os mercados prestam atenção especial também à política dos bancos centrais. Por enquanto, o Reserve Bank of Australia (RBA) decidiu subir hoje a taxa de juros oficial em 25 pontos-base, para 4,10%, em um contexto de renovadas pressões inflacionárias impulsionadas por fatores internos e pelo encarecimento da energia devido ao conflito no Oriente Médio. Hoje também começa a reunião da Reserva Federal dos EUA (Fed), cuja decisão sobre sua política monetária será conhecida na quarta-feira, enquanto a decisão do Banco Central Europeu (BCE) só será conhecida na quinta-feira. Em ambos os casos, as previsões apontam que os juros ficarão na faixa de 3,50%-3,75%, no primeiro caso, e de 2%, no segundo. O preço dos metais preciosos também volta a subir nesta terça, com alta de 0,47% no caso do ouro, enquanto a prata sobe 0,66%. O preço da onça de ouro, historicamente considerado um ativo de refúgio em tempos de incerteza, estava subindo hoje, com a onça sendo negociada a US$ 5.023,74, após uma nova alta de todos os tempos, de US$ 5.417,21, em 28 de janeiro. A onça da prata também estava se valorizando para US$ 80,95, depois de subir para a alta de todos os tempos de US$ 116,6974 em 28 de janeiro. No mercado de dívida, os juros do título de 10 anos da Alemanha caíam para 2,929%, de 2,950% na segunda-feira. Quanto às criptomoedas, o bitcoin registra leve avanço de 0,27%, a US$ 74.436,7. O euro avançava a US$ 1,1514 no mercado de câmbio de Frankfurt, contra US$ 1,1505 na segunda-feira e US$ 1,1980 em 27 de janeiro, nova máxima desde junho de 2021. Leia Também: Bolsas europeias em baixa e barril de petróleo está acima de US$ 100



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