Bolt subiu tarifas. Motoristas “estão agora a receber mais”,

“Nós subimos os preços nas várias zonas da Grande Lisboa e chega a ser 10%, sendo que há impactos fortes no preço mínimo no centro da cidade e no aeroporto”, disse Mário de Morais, em conversa telefónica com a agência Lusa. O aumento, de acordo com o responsável, vem no seguimento de “um movimento natural desta altura do ano”, tendo sempre atenção quanto “à dinâmica da procura e da oferta e garantir que os preços estão adequados à altura do ano”. Para Mário de Morais é uma medida que já teve uma primeira fase em março, “com o aumento dos preços mínimos”, e agora, “no início de maio, o aumento geral dos componentes (tempo, quilômetro e nas várias categorias)”. “Fizemos mais uma vez, temos feito todos os anos, temos evitado grandes quedas, porque também os custos aumentaram no setor em geral, e fizemos de novo”, explicou. Com a medida, que foi implementada na terça-feira no final do dia, os motoristas “agora estão recebendo mais”, tendo em vista que houve um “aumento de preços geral”, segundo Mário de Morais. Segundo o oficial, e embora dependendo das áreas, o valor das viagens agora está “mais próximo” de uma das reivindicações dos motoristas TVDE (Transporte Individual e Remunerado de Passageiros em Veículos Descaracterizados a partir de Plataforma Eletrônica). “Por exemplo, no aeroporto até está acima do que é reivindicado. O preço mínimo do aeroporto está nos 6,75, qualquer pessoa que utiliza a aplicação conseguirá ver, e eles (motoristas) pedem 5 euros, portanto, está bastante acima”, adiantou Mário de Morais, acrescentando tratar-se de uma zona onde a Bolt quer “a aceitação mais rápida e mais eficaz, também para descongestionar o aeroporto”. “Faz parte do nosso com propósito de melhorar o movimento e, portanto, temos que atuar nesse sentido”, ressaltou. Mário de Morais explicou ainda que o centro da cidade de Lisboa “está muito perto do valor”, embora nas áreas mais longes “ligeiramente abaixo”, mas esta dinâmica “vai sempre acontecer” porque para a plataforma “é preferível que os motoristas tenham viagens para aceitar do que estarem parados à espera de uma viagem”. O responsável também disse que é esperado que, até o verão, mais aumentos possam existir, lembrando que estes têm “muito a ver com a dinâmica de mercado” e adiantando que serão estendidos a todo o país “nas próximas semanas”. Segundo dados oficiais na plataforma criada pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, em colaboração com a UBER e a Bolt, para monitorar a atividade dos TVDE, no mês de março foram registrados 39.615 motoristas certificados ativos e o número de operadores ativos totalizou 14.649. No dia 29 de março, motoristas e operadores da TVDE protestaram em Lisboa unidos na reivindicação de três pontos-chave: defesa do aumento das tarifas pelas plataformas, contra a intenção de, na revisão da lei 45/2018, os táxis fazerem TVDE e na chamada de atenção ao Governo para um apoio ao combustível. Mais de sete anos após a entrada em vigor, a revisão da lei que estabelece o regime jurídico dos TVDE passou, em meados de março, no parlamento à especialidade com aprovação dos projetos do PSD e CDS-PP, estando assim mais perto uma revisão àquela que ficou conhecida como “lei Uber” e que já levou a vários protestos de motoristas do setor em defesa das condições de trabalho. Leia Também: TVDE pedem mais fiscalização e taxistas querem preço mínimo de viagem



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