“Honoris Causa a Mia Couto Reconhece Profunda Criatividade e
advertisemen tO Presidente da República, Daniel Chapo, considerou motivo de orgulho o reconhecimento do talento, criatividade e profunda dimensão humanista a atribuição do título de Doutor Honoris Causa ao escritor moçambicano Mia Couto pela Universidade Eötvös Loránd, da Hungria. Em comunicado citado pela Lusa, o chefe de Estado afirmou que a obra literária de Mia Couto continua a projetar o nome do País além-fronteiras, destacando ainda que o percurso literário e intelectual do escritor representa uma fonte de inspiração para as novas gerações de moçambicanos. Daniel Chapo ressaltou a contribuição de Mia Couto para a afirmação da cultura nacional e para o fortalecimento da presença de Moçambique no cenário cultural e acadêmico internacional. Mia Couto foi agraciado em 8 de maio com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Eötvös Loránd, com a instituição húngara justificando o prêmio pelo fato de o escritor ser uma “voz incontornável dos povos do chamado Sul Global e pela notoriedade de sua obra traduzida e premiada em dezenas de países de todos os continentes”, conforme nota da Fundação Fernando Leite Couto (FFLC). Em sua mensagem durante a cerimônia de gala, Mia Couto disse compartilhar esse prêmio de mérito com todos os escritores moçambicanos e com todos os professores que “se empenham em trazer luz e esperança para as novas gerações de Moçambique”, conforme mencionado na nota da FFLC. Mia Couto nasceu na Beira, em Moçambique, em 1955, tendo sido jornalista e professor; atualmente é biólogo e escritor. Vencedor do Prêmio Camões em 2013 e do Prêmio José Craveirinha em 2022, Mia Couto é autor, entre outros, de Jesusalém, O Último Voo do Flamingo, Vozes Anoitecidas, Terra Sonâmbula, A Varanda do Frangipani, A Confissão da Leoa e de diversos livros ilustrados para a infância. Traduzido para mais de 30 idiomas, o escritor foi igualmente distinguido com o Prêmio Vergílio Ferreira (1999), o Prêmio União Latina de Literaturas Românicas (2007) e o Prêmio Eduardo Lourenço (2011). Em 2024 editou o romance A Cegueira do Rio, seguido do livro para a infância As Sementes do Céu, que saiu no ano passado.advertisement



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