Bruxelas ouve setor da aviação para rever estratégia face a

“A Comissão Europeia lançou os trabalhos para uma Estratégia da UE para a Aviação e Aeronáutica e convida cidadãos, empresas e partes interessadas a compartilharem suas contribuições” até 21 de maio de 2026, indica o executivo comunitário em comunicado. Bruxelas aponta que, após ouvir o setor, vai avançar com uma nova estratégia que “estabelecerá um quadro abrangente para reforçar os setores de aviação e aeronáutica da Europa em um momento de alta incerteza”. “Esses setores geram um valor econômico significativo e asseguram a conectividade, mas atualmente enfrentam um contexto operacional desafiador, marcado pelo aumento dos custos de energia, tensões geopolíticas, disrupções nas cadeias de suprimentos e uma competição global cada vez mais intensa”, elenca a Comissão Europeia. Onze anos após a estratégia anterior, a instituição pretende “reforçar a competitividade, a resiliência e a descarbonização dos setores, ao mesmo tempo em que preserva a autonomia estratégica e a liderança industrial da Europa”. A ideia é “acelerar as transições ecológica e digital, mobilizar investimentos em inovação, garantir condições de concorrência equitativas e manter os mais altos padrões de segurança”, bem como “reforçar a capacidade do setor de aviação de responder a crises”, diz. A Estratégia para a Aviação na Europa, adotada em 2015 pela Comissão Europeia, criou o primeiro quadro integrado para reforçar a competitividade, conectividade e eficiência do setor de aviação na União Europeia, em um contexto então marcado por crescimento e liberalização do mercado. Contudo, mais de 10 anos depois, o setor enfrenta desafios diferentes, incluindo o aumento dos custos da energia impulsionado pelas tensões geopolíticas e pelo conflito no Médio Oriente, que afetam diretamente o preço do combustível de aviação. Esses fatores, aliados a novas demandas de descarbonização e a uma competição global mais intensa, evidenciam a necessidade de revisão e atualização da estratégia. Leia Também: Europa deve ser “mais corajosa” em soluções para crise energética



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