Cabaz alimentar aliviou, mas um preço disparou 16%. Veja

Custa cada vez mais ir ao 'super'? Cabaz alimentar disparou

O preço da cesta básica caiu um pouco na semana passada e agora está custando 258,83 euros, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira pela DECO PROteste. A pescada in natura foi o produto cujo preço mais aumentou na última semana, registrando alta de R$ 1,65 por quilo (mais 16%), para R$ 11,94 por quilo. “O preço da cesta básica monitorada pela DECO PROteste, por sua vez, registrou na última semana uma ligeira queda de 1,58 euros (menos 0,61%), e agora custa 258,83 euros, ainda assim, um dos maiores valores dos últimos quatro anos. Desde o início do ano, essa cesta de bens essenciais já viu seu preço subir 17 euros (mais 7,03 por cento). Há cerca de quatro anos, em 5 de janeiro de 2022, para comprar exatamente os mesmos produtos, os consumidores gastavam menos 71,13 euros (menos 37,9 por cento)”, pode ler-se no comunicado partilhado pela organização de defesa do consumidor. É revelado ainda que a “pescada fresca foi o produto cujo preço mais aumentou na última semana, registando uma subida de 1,65 euros por quilo (mais 16%), para 11,94 euros por quilo”. Aliás, o “peixe tem estado entre as categorias de produto cujos preços mais aumentaram desde o início do ano na cesta básica de 63 itens essenciais monitorada pela DECO PROteste”, sendo que, “desde a primeira semana do ano, já aumentou, em média, 14,14 por cento”. “Desde 7 de janeiro, o peixe-espada-preto, a dourada, a perca e o robalo já viram seus preços subirem entre 31% e 21 por cento. Um quilo de peixe-espada-preto custa agora 12,03 euros, 2,86 euros a mais por quilo do que no início do ano. A dourada viu seu preço subir 2,16 euros por quilo para 9,85 euros por quilo. A perca, por outro lado, custa agora 12,86 euros por quilo, 2,45 euros a mais por quilo do que no início do ano. Já um quilo de robalo agora pode custar 10,44 euros, 1,78 euros a mais por quilo do que na primeira semana do ano”, explica ainda a DECO PROteste. Preços ainda podem subir mais A organização de defesa do consumidor alerta que, “se o conflito no Oriente Médio se prolongar, é possível que os preços dos alimentos subam ainda mais nos próximos meses”. “Essa guerra causou aumentos nos preços dos combustíveis e da energia, e os impactos são sentidos nas cadeias de suprimentos, assim como aconteceu com a crise energética causada pelo início da guerra na Ucrânia”, pode ler-se. É que, “ao impacto das altas de preços nos combustíveis somam-se ainda os prejuízos causados ​​pelas tempestades de janeiro e fevereiro no País, cujos efeitos podem ainda não estar integralmente refletidos nos preços ao consumidor, assim como uma alta nos preços dos fertilizantes usados ​​na agricultura”. “Alguns dos maiores produtores de fertilizantes agrícolas, e de matérias-primas para fertilizantes, estão localizados no Oriente Médio. Com grande parte dessas mercadorias expedidas por via marítima através do estreito de Ormuz, os preços dos fertilizantes já aumentaram significativamente, o que se tem traduzido em bens alimentares mais caros”, é dito. Vale lembrar que, “desde janeiro de 2022, a DECO PROteste acompanha a evolução dos preços dos alimentos essenciais, analisando, todas as quartas-feiras, o custo total de uma cesta, com base nos preços coletados no dia anterior nos principais supermercados com loja online”. “Começa-se calculando o preço médio por produto em todas as lojas online do simulador, em que ele está disponível. Depois, somando o preço médio de todos os produtos, obtém-se o custo da cesta para um determinado dia”, explica. Leia Também: Cesta básica cai para R$ 260,41 após bater recorde na semana passada

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