Apoio Britânico de 20 M€ Beneficiou 150 Mil Pessoas

Governo Recebeu Quase 60 M€ em Doações e Apoio Monetário às

advertisemen tA Embaixada do Reino Unido em Moçambique comunicou que investiu 20 milhões de euros, desde 2022, para a expansão dos programas de acesso à água e provisão de abrigo para as vítimas do terrorismo em Cabo Delgado, na região Norte, beneficiando 150 mil pessoas por ano. Em comunicado citado pela Lusa, a entidade britânica explicou que o apoio permitiu o acesso a alimentos, água, abrigo, cuidados básicos de saúde e proteção legal à população vítima dos ataques de grupos insurgentes. “Este apoio humanitário é complementado por investimentos britânicos em sistemas de proteção social, ajudando a reduzir a dependência de longo prazo da ajuda de emergência e a fortalecer respostas mais previsíveis e lideradas nacionalmente”, disse a nota. Citada no documento, a alta comissária britânica em Moçambique, Helen Lewis, defendeu uma resposta abrangente e integrada para acabar com o conflito naquela região, ressaltando que ele deve ser liderado pelo Governo. “O Reino Unido acredita que soluções de segurança por si só não acabarão com esta guerra. Uma resposta abrangente e integrada, liderada pelo Governo de Moçambique, é essencial para abordar as causas profundas do conflito e alcançar uma paz duradoura”, declarou. A diplomata disse que o Reino Unido reconhece que a mudança sustentável naquela região exige ir além da assistência humanitária e investir em governança responsável, bem como um envolvimento ativo do setor privado. Helen Lewis expressou o interesse de seu Governo em ver a província se tornar um lugar onde os investimentos fluem, as empresas operam de forma responsável e as comunidades se beneficiam do crescimento econômico. Desde outubro de 2017, Cabo Delgado, província rica em recursos naturais, nomeadamente gás, tem sido palco de uma insurgência armada que já causou milhares de mortos e levou a uma crise humanitária com mais de um milhão de deslocados internos. Em abril de 2025, os ataques se espalharam pela vizinha província de Niassa. Um dos episódios mais graves ocorreu na Reserva Niassa e no Centro Ambiental Mariri, no distrito de Mecula, onde grupos armados não estatais atacaram instalações, roubaram propriedades, destruíram acampamentos e uma aeronave do parque. Esses atos resultaram na morte de pelo menos duas pessoas e levaram ao deslocamento de mais de dois mil indivíduos, dos quais 55% crianças.advertisement

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