Cabo Verde promete estabilizar voos interilhas para

A operação interna “é fundamental para a coesão territorial, para o direito à mobilidade e para a economia: depois da criação da companhia, o grande desafio é estabilizar e depois crescer”, disse Ulisses Correia e Silva, na sessão realizada na cidade da Praia. “Há um mercado doméstico com demanda não atendida. Há pessoas que querem viajar, mas enfrentam problemas de (falta de) lugares e regularidade. Esse mercado existe e precisa de qualidade. Também temos muita pressão turística”, completou. O presidente do conselho de administração, Manuel Lima, disse que o objetivo é construir uma “companhia sólida, confiável e sustentável”, capaz de garantir um serviço regular entre as ilhas. As prioridades passam pelo “reforço da regularidade e confiabilidade” e “expansão gradual da frota de forma sustentável”. Cvsky é a marca da nova estatal Linhas Aéreas de Cabo Verde (LACV) que conta com dois aviões ATR 72-600 e venda de passagens pela Internet em www.cvsky.cv. Os voos internacionais continuarão a cargo da outra empresa pública Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV). A TACV havia acumulado, transitoriamente, as ligações domésticas com as internacionais, desde 2024, após problemas verificados com a última concessão do serviço. Na época, o Governo anunciou a preparação de uma empresa exclusiva para ligações internas, com a LACV a ser criada por decreto-lei. O movimento de aeronaves e passageiros nos aeroportos de Cabo Verde cresceu 16% em 2025 e foi a circulação interna que registou o maior aumento percentual, segundo dados oficiais analisados pela Lusa. Segundo números publicados pela Agência de Aviação Civil (AAC) do arquipélago, o movimento total entre ilhas cresceu 34%, superando 820 mil passagens (embarque, desembarque e trânsito, em cada aeroporto), passando a representar quase um quarto do total. Leia Também: Ocorrências criminais em Cabo Verde recuaram 11% em 2025



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