CAP resposta europeia à crise dos fertilizantes e

Eurodeputados portugueses integram missão de Agricultura do

O secretário-geral da CAP, Luís Mira, que participou hoje da manifestação de agricultores europeus em Estrasburgo, em frente ao prédio do Parlamento, reivindica “medidas concretas, urgentes e eficazes de apoio à agricultura”, alertando que “o atual nível de custos ameaça seriamente a viabilidade econômica das fazendas, compromete a competitividade da agricultura europeia e coloca em risco a segurança alimentar dos cidadãos”. Para Luís Mira, “é inaceitável que os agricultores portugueses sejam obrigados a competir em clara desigualdade dentro do mercado europeu por falta de vontade política do Governo português em apoiar a agricultura”. “Os agricultores portugueses não podem continuar sendo tratados como agricultores de segunda classe dentro da União Europeia. Enquanto outros países protegem sua produção, seus agricultores e suas economias rurais, Portugal continua sem uma resposta à altura da gravidade da situação”, sustenta, enfatizando que “a agricultura portuguesa precisa de respostas. E precisa delas agora”. Em comunicado divulgado hoje, a CAP avisa que, “sem medidas urgentes e eficazes, a atual crise de fertilizantes, combustíveis e energia se transformará inevitavelmente em uma crise alimentar, com consequências graves para a produção agrícola, para os consumidores e para a soberania alimentar europeia”. Presente em Estrasburgo para representar os agricultores portugueses “na defesa da produção nacional, da competitividade do setor e da justiça entre os Estados-membros”, a CAP ressalta que “esta manifestação é também um sinal claro dirigido ao Governo português”. Isso porque “Portugal continua sendo um dos países da União Europeia com menos medidas concretas de apoio aos agricultores a serem efetivamente aplicadas”, o que penaliza a produção nacional em relação a concorrentes diretos, como Espanha, França e Itália. Segundo aponta a CAP, nesses Estados-membros estão “já em execução pacotes de apoio ao setor agrícola”, destinados a compensar o aumento dos custos de combustíveis, fertilizantes e demais fatores de produção. Em Portugal, ao contrário, “os agricultores continuam confrontados com anúncios sucessivos, promessas repetidas e ausência de respostas concretas do Governo, capazes de mitigar os impactos dessa crise no rendimento das explorações”. A ação de protesto de hoje em Estrasburgo foi promovida pelo Copa-Cogeca e pelas principais organizações agrícolas europeias, sob o lema “Crise em fertilizantes e combustíveis hoje, crise alimentar amanhã”. Em um momento em que os agricultores europeus enfrentam uma escalada nos custos de produção, com destaque para a alta dos preços de fertilizantes e combustíveis, o setor agrícola europeu se uniu para reivindicar medidas de apoio ao setor, incluindo a suspensão de taxa europeia sobre a importação de fertilizantes. Chamada de ‘Carbon Border Adjustment Mechanism’ (CBAM), ou Mecanismo de Ajustamento Carbônico Fronteiriço, essa taxa incide sobre produtos importados com base nas emissões de carbono, nomeadamente fertilizantes. O protesto de hoje — que coincidiu com a apresentação pela Comissão Europeia do Plano Europeu de Ação para Fertilizantes – pretendeu assim “chamar a atenção para a situação crítica que o setor agrícola europeu atravessa, marcada por um aumento sem precedentes dos custos de produção, em particular nos fertilizantes, combustíveis e energia”. Leia Também: Reforma trabalhista avançou ao Parlamento. Tem “mais de 50 alterações”

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