Castro Almeida: Combustível dos aviões “não será um

“(…) A parte dos combustíveis, designadamente do combustível para os aviões, tudo indica que não vai ser um problema para Portugal. Com os dados que nós temos hoje, não será um problema o turismo (proveniente do estrangeiro) por causa do efeito do combustível dos aviões”, declarou Castro Almeida, em Porto de Mós. O governante falava aos jornalistas após a apresentação da nova campanha promovida pelo Turismo de Portugal e destinada ao turismo interno “Não procures mais longe. Encontra o teu país”, criada na sequência dos impactos provocados pelo mau tempo no início do ano em várias regiões que enfrentam uma necessidade acrescida de dinamização económica. Questionado sobre a eventualidade de o combustível não faltar para os aviões que transportam milhares de turistas para Portugal, mas de o preço daquele pesar no bolso dos portugueses, face aos aumentos sucessivos, e de tal poder ser um problema para o turismo interno, ao qual se dirige esta campanha, o ministro respondeu que “as pessoas farão as férias que puderem fazer”. “Nosso apelo é apenas que, ao equacionar os destinos de férias para quem puder tirar férias, não se esqueça do turismo interno e dessa região em particular, para quem puder tirar férias pelo tempo que puder fazê-las, evidentemente”, disse. Antes, ele ressaltou que “houve um problema grave no Centro do país, na Região de Leiria, nos territórios próximos de Leiria, e o país é muito solidário”, para considerar que essa é uma realidade que “as pessoas não devem esquecer”. “Na hora de fazer escolhas, apelamos para que o país se lembre de que é solidário e que essa região precisa mais do que as outras”, reiterou Castro Almeida. Já na sessão de apresentação da campanha, que aconteceu no Castelo de Porto de Mós, o ministro recuou aos meses de janeiro e fevereiro, para lembrar os “fenômenos climáticos extremos que atingiram o país” e “causaram danos profundos em infraestruturas, habitações e no tecido econômico e social”. Depois, reconheceu que o turismo “é também, neste momento, um instrumento concreto de recuperação” e, com o lançamento da campanha, “mais do que promover destinos”, está se ativando “uma resposta econômica e social”. O oficial disse que, neste ano, o crescimento desse setor “tem sido mais moderado, refletindo o contexto internacional e os efeitos das intempéries”. “Falamos de crescimento mais moderado, mas falamos de crescimento apesar de tudo”, declarou, para destacar que “o turismo continua demonstrando sua solidez e capacidade de gerar valor”. Nesse sentido, observou que, segundo o Banco de Portugal, no primeiro trimestre deste ano, “as receitas turísticas ultrapassaram os 5,1 bilhões de euros, o que representa um crescimento de cerca de 3,8% em relação ao mesmo período do ano anterior”. “São números que confirmam que, mesmo em um contexto mais exigente, o turismo continua a se afirmar como um dos principais motores da economia portuguesa”, considerou. Por outro lado, Castro Almeida rejeitou que o país tenha turistas demais. “Há quem diga que Portugal tem turistas a mais. Mas essa é uma percepção que não corresponde à realidade do país como um todo. É verdade que, em determinados períodos do ano, em alguns locais específicos, existe maior pressão. Mas isso não acontece todo o ano, nem acontece em todo o território”, observou, reconhecendo a necessidade “de distribuir melhor os fluxos, no espaço e no tempo, e de valorizar mais os territórios”. Por isso, “o turismo interno assume importância estratégica”, pois “contribui para estabilizar a atividade ao longo do ano”, apoia diretamente o tecido empresarial nacional e “assegura que a riqueza gerada pelo turismo chegue a todos os territórios”. Leia Também: PRR: Plano será 100% executado se “não houver anormalidades”



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