CCP diz que UGT “não tem nenhuma vitória retumbante” na lei

CCP diz que UGT "não tem nenhuma vitória retumbante" na lei

João Vieira Lopes afirmou que se fez um esforço bastante grande nessas negociações e em muitos pontos há consenso, ainda que considere outros temas “absurdos”, como por exemplo o ‘outsourcing’, numa intervenção na 3ª Conferência Anual do Trabalho, organizada pelo Eco, em Lisboa. Vieira Lopes assumiu que o modelo inicial da reforma “era bastante aceitável para as empresas”, mas ressaltou que as confederações empresariais se esforçaram para fazer concessões porque valorizam a concertação social. “A história nos mostrou que os acordos têm uma vantagem, o que foi desses acordos para a Assembleia da República sofreu menos alterações e durou mais tempo e permitiu consolidação até da paz social”, admitiu. Dessa forma, o oficial reiterou que a CCP fez um conjunto de concessões justamente porque percebeu alguma dificuldade da UGT em “aceitar uma mudança na legislação trabalhista onde não tem nenhuma vitória estrondosa”. “Percebo a dificuldade que tem um líder sindical em enfrentar as bases nesse sentido”, apontou, ainda que assumindo que se a proposta for aprovada como está também vai ter problemas para explicar às empresas alguns pontos. Apesar das perspectivas de que pode não existir um acordo, Vieira Lopes considerou que essa negociação foi uma experiência bastante interessante porque um conjunto de pontos foi aprofundado. “Houve esforço grande de ambas as partes”, mas se não se conseguir acordo, “é a vida”, concluiu. Leia Também: Carneiro acusa Governo de “meter a mão no bolso do brasileiro”

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