CEO da ANA afasta responsabilidade exclusiva do aeroporto de

“O que temos feito é trabalhar de forma colaborativa com o Governo, que está muito empenhado em resolver a questão do controle de fronteira, mas não é um problema específico a Lisboa, temos conhecimento de que é um problema a nível europeu”, disse Thierry Ligonnière em declarações aos jornalistas à margem da inauguração do voo direto da Delta Air Lines entre o Porto e Nova Iorque-JFK. O CEO da ANA/Vinci Airports destacou que, a partir do final de maio, vai haver um aumento de capacidade das ‘boxes’ de controlo do Aeroporto Humberto Delgado “para refletir os tempos de processamento (do registo dos passageiros), que são mais longos do que era inicialmente perspetivado”, esperando-se que “estas medidas possam dar um alívio às situações mais complicadas”. Quanto à “parte mais técnica”, ela será resolvida “ao longo do tempo”. Assim, a partir do dia 29 o controle de fronteira do aeroporto de Lisboa passará a contar com 34 ‘boxes’ e 32 ‘e-gates’ nas chegadas, contra os atuais 20 e 18 (respetivamente), enquanto nas partidas tanto o número de ‘boxes’, quanto de ‘e-gates’, aumentará de 14 para 18. Questionado pela agência Lusa sobre se as obras em curso no aeroporto não estarão a agudizar os constrangimentos, o CEO reconheceu que “para fazer esse aumento de capacidade é preciso fechar algumas das ‘boxes’, para poder intervir nelas”, mas ressaltou que “elas são repostas” em uma sala de contingência criada para esse fim: “Na realidade, a totalidade da capacidade instalada agora é maior do que a que tínhamos no início do EES, mesmo com as obras em andamento”, sustentou. “No dia 29 de maio teremos uma primeira etapa de melhoria no aeroporto de Lisboa e, depois, dependerá da capacidade dos nossos parceiros – das entidades públicas, da PSP, da SSI (Sistema de Segurança Interna) – em resolver a problemática dos sistemas que hoje penaliza, de fato, o controle”, acrescentou. Quanto a uma eventual falta de recursos humanos por parte da ANA, Thierry Ligonnière considerou não ser um problema, garantido que há atualmente “uma quantidade significativa de pessoas para acompanhar os passageiros nas filas”, sendo “o importante reduzir o tamanho das filas e o tempo de espera”. Já em relação às críticas que atribuem o problema ao fato de a ANA permitir que muitos voos aterrissem em um curto espaço de tempo, o CEO defendeu que “todos – o país, a ANA, os parceiros comerciais – querem mais voos”. “É normal, é o setor de aviação se desenvolvendo e atendendo aos interesses do país, que precisa de conectividade e tráfego, e nós estamos respondendo a isso. Então, obviamente, o que precisa ser feito é ajustar a capacidade, é acompanhar com a capacidade as necessidades criadas por esse desenvolvimento, e não o contrário”, sustentou. Leia Também: Milhares se manifestam em Cuba em apoio a Raúl Castro



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