CGTP entrega pré-aviso da greve geral de 3 de junho

A convocação da paralisação será formalizada por “uma delegação da CGTP-IN, encabeçada pelo secretário-geral, Tiago Oliveira”, anunciou a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) em comunicado enviado às redações. A entrega do pré-aviso acontecerá dias depois de o Governo ter dado por terminado, na quinta-feira, as negociações da reforma laboral na Concertação Social, proposta legislativa que a CGTP contesta. A razão central que levou a CGTP a anunciar a convocação da greve geral de 03 de junho, ainda antes do desfecho das negociações, é o teor da reforma laboral que o Governo de Luís Montenegro quer submeter ao parlamento. O lema da paralisação é “Derrotar o pacote trabalhista”, segundo o cartaz que vem sendo divulgado pela Intersindical. Desde o início da apresentação do anteprojeto de lei, em julho de 2025, a central sindical pede a retirada da iniciativa. Nos últimos meses, o executivo realizou algumas reuniões sobre no Ministério do Trabalho, para as quais convidou as quatro confederações empresariais e a UGT, deixando a CGTP de fora por considerar que desde o princípio se colocou à margem da negociação ao pedir a retirada da reforma. A última greve geral aconteceu em 11 de dezembro de 2025, tendo sido convocada pela CGTP e UGT, que realizaram a primeira paralisação geral conjunta desde o período da ‘troika’. Em relação à greve geral de 03 de junho, a UGT ainda não se posicionou. Na quinta-feira, ao final da reunião com o governo, o secretário-geral da UGT, Mário Mourão, ao ser questionado por jornalistas sobre se a central voltará a participar da paralisação, disse que ainda não submeteu uma proposta aos órgãos da UGT nesse sentido. A reunião de concertação Social de quinta-feira terminou sem acordo entre o Governo e as confederações patronais e centrais sindicais, com a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, a acusar a UGT de ter sido intransigente e de não ter cedido “em nenhum ponto” e com a central sindical liderada por Mário Mourão a acusar o executivo de ter minado a confiança nas negociações com um “constante avanço e recuo” nas suas propostas. Leia Também: OMS descarta transmissão fácil do hantavírus: “Saliva ou secreções”



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